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terça-feira, 26 de julho de 2011

Detalhes que fazem a diferença

Sou da filosofia mais com menos. Por conta disso, os detalhes da casa seguem essa mesma linha. Não há nada de extravagante, apenas revestimentos diferentes para melhorar o ambiente. O meu conselho é que ao invés de investir em decoração super cara, você aposte em coisas diferentes aqui e ali. Com certeza vai ficar elegante. A primeira foto é da área da frente. 
É um espaço pequeno e o piso, embora agora não pareça porque está sujo de barro, lembra o branco. Para não ficar com cara de morto, coloquei essas pequenas peças de 10x10 centímetros. Cada uma custa em média R$ 10. Como o piso da garagem e da área dos fundos também são da mesma cor, utilizei essas mesmas pecinhas para os outros espaços, mas com distância maior entre elas. A segunda foto é do detalhe entre a sala e a cozinha. 

Como o pedreiro colocou o azulejo errado e ficou aquele vão até o fim da bancada de granito, precisei improvisar. A única peça disponível, com 15 centímetros de largura, foi essa. É uma pastilha de vidro que imita uma onda. Custou os olhos da cara, R$ 96 cada (gastei duas). Mas como era lançamento e foi a única que se encaixou nas medidas, obriguei-me a pagar. A terceira foto é da parede da cozinha. 

Normalmente muitos usam faixas no entorno de toda a parede. Mas quando os armários são colocados, acaba tudo ficando escondido. Decidi colocar essas três peças no espaço onde vai ficar o fogão que com certeza sempre estará à vista. Cada uma custou R$ 15. Outro detalhe é no banheiro. 

Esse conjunto de azulejos, que forma uma flor, pode ser encontrado com várias gravuras. As peças foram colocadas em frente ao vaso sanitário. O vaso, por sua vez, tem duas faixas na vertical, do chão ao teto, com as mesmas pedrinhas que fazem o contorno da flor. O conjunto da flor custou R$ 75. 

sábado, 23 de julho de 2011

Problemas de fazer o anexo depois da casa pronta

Como a Caixa Federal não liberou financiamento para a metragem que eu queria, tiver que dividir a construção da casa em duas etapas. A primeira, com 88 metros quadrados, financiada pelo banco, e a segunda, com 30 metros quadrados, bancada somente pelo meu bolso. Se eu pudesse escolher, teria feito tudo de uma vez só. O principal problema de fazer um anexo depois da casa pronta é a sujeira e os pequenos estragos que vão acontecendo. E não adianta pedir para o pedreiro ter cuidado. Por mais que você implore, eles fazem tudo ao contrário e respigam as paredes com cimento e deixam as esquadrias de um jeito lastimável. A solução é dar uma nova mão de tinta depois que a ampliação estiver concluída.
Aí fica a garagem. As portas são da cozinha e do escritório.

Parede, com pintura novinha, totalmente respingada com cimento.

Esquadria manchada com cimento. Na lateral tiramos o espelho da porta para evitar mais estragos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Guarde notas e orçamentos para futuras negociações

A construção de uma casa pode ensinar lições de negociação para o resto da vida. Uma delas é guardar as notas e orçamentos de todos os produtos e serviços. Mas para isso acontecer também é preciso adquirir outros dois hábitos: pedir sempre a nota fiscal e solicitar que o vendedor entregue o orçamento impresso ou escrito em um cartão. Organize toda essa papelada em uma pastinha e não jogue nada fora até que a obra termine. Por quê? Eu explico com exemplos práticos.

Em fevereiro compramos manta térmica. Ficaram algumas sobras, mas não foram suficientes para cobrir o telhado do anexo. Então, na hora de adquirir mais metragem do produto, consultamos quanto a madeireira havia cobrado naquela oportunidade. O valor era R$ 4,80. Quando cheguei para comprar novamente, o novo preço era R$ 5,30. Depois de falar o quanto paguei na outra compra, consegui negociar o metro da manta por R$ 5. Não foi lá tanta diferença, mas no final, tudo pesa.

O mesmo procedimento valeu para a aquisição extra de interruptores e cabos. Graças à nota antiga o preço foi melhor que o oferecido inicialmente. E a última dica é essa, se o vendedor for jogo duro, peça para falar direto com o dono.

Dica de consulta: Não fique com as contas no vermelho.

DICA CULTURAL
No dia 30 de julho começa em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, o 39. Festival Internacional de  Folclore, com o tema A diversidade que nos une. São duas semanas de atrações, com presença de grupos folclóricos de vários países e estados do Brasil. Além disso, é possível conferir o trabalho da Casa do Artesão que tem artigos ótimos para decorar a casa nova.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Saldos que valem a pena

Assim como as lojas de roupas e as livrarias têm balaios, as lojas de material de construção também vendem produtos assim. E quando o assunto é revestimento e decoração, vale a pena ter paciência e garimpar. A fotinho ao lado são de três pastilhas de vidro que encontrei jogadas em uma caixinha, lá no final de uma prateleira. Eram as últimas. Cada uma custou R$ 9,90, um terço do valor da pastilha sem peças descoladas, que custava R$ 35. A única coisa que precisei comprar foram dois tubos de super bonder, cada um por R$ 2,50. Se tivesse adquirido o produto pronto para usar, a compra sairia R$ 105. Mas como estava disposta a perder uns minutos em casa, gastei apenas R$ 34,70, menos que apenas uma pastilha completa.

Em relação às faixas e detalhes para as paredes da cozinha, lavanderia e banheiro a regra é a mesma. Consegui comprar faixas de ponta de estoque, que também são chamadas de listelos,  por R$ 0,90 a peça. Outra barbada que achei depois de garimpar uma pilha de tapetes gigante foi um tapete de 1,90m x 1,10m por R$ 98. Antes de se tornar o último da loja, o produto custava R$ 239,90.

A dica é não sair comprando por impulso e pesquisar tudo o que existe dentro do estabelecimento, principalmente se for uma daquelas lojas enormes, que vendem de tudo um pouco. Já quando a compra for em um local menor, sempre pergunto para o vendedor se não tem produtos de ponta de estoque.

sábado, 16 de julho de 2011

Reforço para o piso da garagem

Não é raro encontrar pisos de garagem com rachaduras ou com peças quebradas. Isso ocorre em alguns casos porque os veículos são muito pesados e a estrutura do piso não suporta tanta carga. Para evitar que isso ocorra a colocação de malha de ferro é uma boa opção.


Uma malha simples, de 3/8 e distância entre as barras de 20 centímetros custa entre R$ 47 e R$ 60. Para o espaço da garagem, normalmente, será preciso três malhas, o que vai representar um gasto máximo de até R$ 180. Acho que vale a pena o investimento. Vai que sobra dinheiro e você consegue comprar uma super caminhonete? Pelo menos o piso está garantido!


O exemplo da foto é a malha da Gerdau, que já vem pronta para uso. É produzida com aço e soldada em todos os pontos de cruzamento, garantindo maior segurança e evitando trincas, fissuras e embarrigamentos. É fornecida no tamanho 2 metros por 3 metros, em quatro tipos, de acordo com a sua necessidade. 



Imagens: reprodução

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não esqueça de orçar as calhas

Quando a casa ficou pronta, sem a garagem, senti o maior orgulho. Apesar de difícil, consegui encontrar uma cor diferente de todas aquelas já utilizadas pelos moradores do meu loteamento, e ainda fiz um acabamento com almofadas nas janelas, o que deu um charme a mais. Mas agora, um mês depois da conclusão, quando olho para as paredes externas sinto um pequeno desespero.


Está tudo manchado de barro, numa sujeira só. Isso aconteceu porque ainda não foram instaladas as calhas. Os motivos foram dois: falta de dinheiro e a construção do anexo. Em um orçamento preliminar, o valor para 16 metros de calhas, oito para a frente e oito para os fundos, seria de R$ 1 mil. Fica aí a dica, se o bolso alcançar, instale as calhas imediatamente. Ah! Também use tinta lavável (que agora é o meu consolo).

Contribuição da Liliane: Agora a CEF está exigindo que se faça calçada de 50cm em torno da casa

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mais considerações sobre o balcão americano

Esse é o balcão americano da minha casa. Apesar do móvel ainda não estar pronto já posso fazer algumas considerações a respeito. Eu decidi fazer de tijolos, deixando dessa maneira a bancada fixa. O objetivo do balcão é dar uma ideia de divisão de ambientes, pois de um lado, onde você vê a janela, é a sala, e do outro, é a cozinha. A peça mede 2 x 0,50 metros e altura é 1 metro. Os tijolos foram colocados em pé e o acabamento seguiu o padrão da casa, massa corrida e depois tinta. Cada divisória tem em média um metro de comprimento. 

A ideia, por enquanto, é fazer o seguinte. A repartição próxima à parede ficará do jeito que está na foto. O espaço será utilizado para acomodar o botijão de gás e ao lado uma fruteira de madeira. Cabe aqui uma ressalva. O ideal é que o botijão, conforme os bombeiros, fique ao ar livre. Mas como o corredor do lado de fora é estreito e esteticamente ia ficar horrível, decidimo colocá-lo ali. No outro lado do balcão temos duas opções. A primeira, e mais cotada, é a  colocação de armários embutidos. A segunda, é deixar o espaço livre e utilizar o balcão como mesa, acomodando ali embaixo dois bancos, estilo barzinho. 
Estamos orçando uma cozinha planejada e o fogão de mesa deverá ficar encaixado no balcão americano, lá na parede ao fundo. Em relação à pedra, a cor é preto São Gabriel, que na época custou R$ 180 o metro quadrado, bem mais em conta que o preto absoluto.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ampliação de casa financiada

Dá para ampliar uma casa financiada pelo banco? Sim. O procedimento para realizar o anexo é quase o mesmo quando comparado ao processo de construção da casa. Será preciso fazer um projeto, aprovar na prefeitura e pagar as taxas correspondentes. A diferença é que como essa benfeitoria é paga com o dinheiro do seu bolso, não é preciso que o projeto tenha o aval do engenheiro do banco.

No entanto, é necessário que depois de pronto se vá até o Registro de Imóveis para averbar a ampliação nos documentos da casa, além de recolher os impostos correspondentes (ISSQN). Depois, o próximo passo é levar essa papelada até o banco para eles recalcularem o valor do seguro do imóvel. Embora o banco não tenha emprestado dinheiro para a construção do anexo, essa obra foi realizada em um bem que está alienado à instituição financeira. Por isso, é cobrada a taxa de seguro correspondente à metragem da ampliação.

O projeto de ampliação pode ser encaminhado na prefeitura depois que você ter o Habite-se da obra e a construção do anexo só pode ser iniciada depois que o engenheiro realizar a última vistoria da obra. Então não fique esperando a casa estar pronta para pensar como será o "puxadinho". Deixe tudo engatilhado para quando for a hora poder encaminhar.

Por que isso? Se acontece um incêndio na casa, por exemplo, e as chamas começarem na parte que não consta na documentação (e por conta disso não está segurada), o banco não se responsabiliza pelos danos causados. Mas vale a pena comentar que muitas pessoas não regularizam esse aumento porque não querem pagar taxas a mais e deixam para fazer isso no momento em que transferem o imóvel definitivamente para o seu nome. É um risco.

Dica de consulta: Antes de morar, muitas taxas para pagar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Comprar madeira no inverno pode ser um mau negócio

Ainda estou em construção. A garagem está com as paredes levantadas e o pedreiro já vai começar a trabalhar no telhado. Então é preciso comprar madeira novamente. Como fiz o forro à vista, e as caixas externas seguiram esse padrão, será preciso adquirir alguns pontaletes.

Confesso que me caíram os butiás do bolso quando descobri o preço da madeira. A ideia era comprar madeira suficiente para a garagem e a casinha do portão de peso.  Mudei de ideia rapidinho. Enquanto em fevereiro o preço do metro linear do angelim era R$ 1.900, em julho, cinco meses depois, o valor é R$ 2.800. A diferença é de 47,36%.

Qual a explicação para isso? Conforme a madeireira, como o angelim não é encontrado no Rio Grande do Sul e vem do Centro-Oeste, as condições climáticas atrapalham. As estradas estão em péssimas condições, as áreas alagadas e o preço para extrair a madeira e realizar o transporte sobe nas alturas. Tá aí mais um motivo para não começar uma obra no rigor do inverno.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Disjuntores, luz no forro e lâmpada de emergência

A instalação elétrica poderá facilitar a sua vida. Por isso vale a pena investir em alguns detalhes desde cedo. Dentro da casa você terá um negócio chamado Caixa de Distribuição, o tal do CD. Nesta caixa serão instalados os disjuntores. Lá em casa colocamos um disjuntor para cada chuveiro, para cada ar-condicionado e para o "conjunto" de lâmpadas e tomadas, separadas de acordo com o ambiente. Embora eu não tenha o aparelho de ar ainda, já garanti as tomadas e a instalação elétrica adequada.

Outra dica é deixar uma lâmpada no forro. Nunca se sabe quando será preciso subir até o forro para guardar uma tralha ou fazer um conserto na rede elétrica. Por mais que a lâmpada fique meses sem ser ligada, quando precisar, ela estará lá e isso será muito bom.

Também dá para se precaver das possíveis faltas de energia elétrica. Para isso, instale lâmpadas de emergência que ligam automaticamente quando falta luz. Instalei duas: uma no corredor e outra na parede da sala e cozinha (que é conjugada).

Leia também o Papo de Buzum