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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dicas sobre o granito

Preto Absoluto.  A opção é o preto São Gabriel
Para garantir um acabamento bonito nas aberturas e ainda dar uma forcinha para a conservação de portas e janelas a dica é instalar pingadeiras e soleiras de granito. Nas minhas visitas à marmoarias fiz uma descoberta e tanto. Ao contrário do que muita gente pensa granito e mármore são praticamente a mesma coisa. A diferença está na cor: tudo que for branco é mármore e as pedras de outras cores são granito. Outra coisa que é crucial na hora de escolher o modelo é o preço. Tudo que é absoluto custa muito, mas muito mais caro. Enquanto o granito preto São Gabriel custa 210 reais, por exemplo, o preto absoluto é de duas a três vezes mais. 

O maior estado extrator de granito é o Espírito Santo. Mais de 90% dos investimentos do parque industrial brasileiro do setor de rochas ornamentas são realizados no Espírito Santo. Os capixabas se tornaram referência mundial em mármore e granito e líder absoluto na produção nacional de rochas. Por isso, se você mora pelas bandas do Sudeste, tente negociar um bom preço, pois o fornecedor está aí do lado. Confira outros números:

■ 50% da produção de todo o mercado nacional.
■ 65% das exportações brasileiras.
■ Maior produtor, processador e exportador do Brasil.
■ 1,6 milhão de toneladas de blocos e chapas exportadas.
■ Maior reserva de mármore do país.
■ 130 mil empregos diretos e indiretos.
■ 800 mil metros cúbicos de rochas extraídas anualmente. 
(Fonte: Vitória 2012 Stone Fair)

E na hora da escolha, o que levar? A cozinha e o banheiro são os ambientes onde normalmente se instalam bancadas de granito. Esses dois locais ainda permitem uma troca, mas mesmo assim é um investimento alto para não ser permanente. Por isso leve em conta duas coisas na hora da escolha da pedra: a cor dos móveis e do revestimento do chão e parede. 

Já para as soleiras e pingadeiras a regra é outra. Quanto mais claro, melhor. Por quê? Como disse um dos marmoeiros "o claro dificilmente briga com alguém". Se a cor do granito for preta, por exemplo, limita a escolha da cor das paredes externas. Agora se o granito for claro, pode trocar o visual externo a qualquer momento que as pingadeiras e soleiras não serão problemas. Na minha casa escolhi o branco siena. Além de combinar com a pintura externa, não interferiu na troca de ambientes, quando o modelo de piso muda de um espaço para o outro. 
Branco Siena

Leia também o Papo de Buzum

Fotos: reprodução

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sensor de presença e portão eletrônico

Tem coisa mais desagradável do que você chegar em casa à noite, em um dia de chuva e ter que descer do carro para abrir o portão e ainda perder um tempão procurando a chave? Essa é uma situação que muitas pessoas enfrentam, mas que, durante a construção da casa nova, poderá se tornar coisa do passado. Assim que me mudar o portão eletrônico e lâmpadas com sensores de presença serão duas novidades que farão parte da minha vida. 

O motor de um portão de contrapeso custa em média 450 reais. Levando em conta a relação custo-benefício é um investimento que vale a pena. Já os sensores de presença ou de luminosidade (consulte o eletricista para saber a melhor opção) podem ser encontrados com valor a partir de 27 reais, dependendo do modelo. O portão eletrônico realmente leva mais em conta a comodidade, mas as lâmpadas que se acendem quando alguém se movimenta é uma questão de segurança. 

Lá em casa instalamos três desses equipamentos: um na casinha do portão da frente, outro no muro lateral frontal, local onde existem três lâmpadas, sendo uma delas com sensor, e um terceiro na parede que dá para os fundos do pátio. Quem sabe vale a pena gastar menos com móveis novos e objetos de decoração para investir nesses itens.

Consulte também: Disjuntores, luz no forro e lâmpada de emergência

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Confira se existem telhas quebradas

Quando cheguei na obra, há duas semanas, tive uma surpresa pra lá de desagradável. A porta da lavanderia e o forro da garagem, recém colocados, estavam completamente ensopados. Isso aconteceu porque duas telhas de barro foram quebradas e ninguém trocou. A casa ficou fechada de sexta-feira à noite até segunda-feira pela manhã e a chuva não deu trégua no fim de semana inteiro.

A chuva molhou o forro, a porta e todo o piso da garagem.
Não sei se as telhas foram quebradas pelo pedreiro ou pelo senhor que colocou as calhas. Só sei que tudo ficou encharcado. Depois desse episódio pedi que o pedreiro revisasse outros pontos do telhado. Adivinha? Mais uma telha rachada. Fica aí o conselho: terminou de colocar as calhas, antena de tevê e outros equipamentos que exijam locomoção sobre o telhado, verifique se não há nada quebrado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Arrumar o pátio custa caro

Fim de obra, casa pronta, tudo certo para se mudar. E o pátio? Você olha em volta e só vê restos de sacos de cimento, latas de tinta, toco de madeira, pregos tortos e muito, mas muito barro. Como se mudar para um casa novinha com o pátio desse jeito?


Caco de basalto
Para fazer o calçamento, por exemplo, uma das opções é a pedra basalto: resistente e bonita. A pedra tem três formatos e por isso três valores diferenciados. Para o caco (retalhos não uniformes), R$ 15, o metro quadrado; a pedra cerrada (50x50 cm, cortada manualmente), R$ 30, o metro; e a retificada (50x50 cm, cortada mecanicamente), R$ 50, o metro. Nova Prata (RS) é a capital nacional do basalto e como todo o material vem de lá, a variação no preço praticamente não existe de um fornecedor para outro. Já a colocação do calçamento vale a pena pesquisar. Para o caco, em média, o pedreiro cobra R$ 20, o metro, e para a pedra quadrada, de R$ 10 a R$ 15.

Mas ainda tem a grama e os detalhes do jardim. O metro da grama esmeralda, por exemplo, varia de R$ 10 a R$ 12. Já os pés de bromélia, flor super resistente, ideal para quem não tem tempo para muitos cuidados, varia de R$ 20 a R$ 80, a unidade, dependendo do tamanho e da espécie. Se a grana está curta, o jeito é por enquanto improvisar com pedra brita, por R$ 45, o metro cúbico.
A grama esmeralda é muito utilizada em campos e jardins

Fotos: reprodução

Atualização: em 2013 o preço do caco de basalto é de R$ 17 e a colocação da pedra, por metro quadrado, custa em média R$ 23.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Impermeabilize as vigas do muro e evite problemas

Arrumar encrenca com a vizinhança é coisa que ninguém quer, ainda mais quando se é morador novo no pedaço. Uma das dicas para evitar futuros aborrecimentos é prestar o dobro de atenção em obras construídas no limite entre os dois terrenos. Isso vale tanto para a edificação da casa quanto para os muros. Um conselho precioso é a realizar a impermeabilização. Somente assim a umidade não causa problemas e depois ninguém terá que ouvir coisas do tipo "por causa da tua obra minha parede está descascando e o chão parece uma piscina" e por aí vai. 

Aqui passamos hidroasfalto somente na viga onde está construída a parede da garagem.
Passe hidroasfalto nas vigas que ficam nos limites dos terrenos.  Um balde de 3,6 litros custa em média R$ 45. E se o seu vizinho não fez o mesmo procedimento no lado do terreno dele, ofereça você mesmo esse serviço. Isso ocorre principalmente quando o muro já estava lá e quem está em obras aterra o terreno até a altura da viga. Garanto que é um investimento pequeno diante da dor de cabeça que poderá evitar.

Leia também Umidade: não conviva com ela e Aterro o terreno antes da construção do muro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Proteção contra os cupins

Cupim é uma praga indesejável que pode atingir qualquer construção. Por isso não dá para facilitar a vida desse inseto e proteger a madeira de possíveis ataques é fundamental. A minha casa tem as esquadrias e o forro de madeira (à vista), o que deve representar entre 30% e 40% do valor da obra. Então o jeito foi investir em produtos que garantam o maior tempo de durabilidade à madeira.

Em relação às esquadrias, não foi preciso pegar pesado, porque a madeira já veio tratada da fábrica. Mas o forro, guias, pontaletes e outras peças foram super protegidas contra o cupim. Utilizamos óleo diesel, pentox e osmocolor. O óleo diesel pode ser comprado no posto de combustíveis. O único problema é na hora de passar o produto. É preciso ter cuidado para não sofrer intoxicação e além disso, usar uma roupa bem velha, pois o cheiro é forte.

Depois foi a vez do Pentox. Esse é um produto recomendado para tratamento preventivo, possui baixa toxicidade e ação hidrorrepelente, que controla a absorção de umidade, reduzindo empenamentos e rachaduras na madeira. Além disso,oferece alta fixação do inseticida e a cor é incolor, ou seja, não altera as características da madeira. Uma lata de 18 litros custa em média R$ 220.

Por último, já na hora do acabamento, usamos o Osmocolor. É melhor que o tradicional verniz. Com duplo filtro solar, dá à madeira um leve toque amarelado. O produto penetra nos veios da madeira e acompanha os movimentos naturais, o que inibe o aparecimento de trincas superficiais. Outra vantagem é na hora de pintar novamente, pois não é preciso remover a camada anterior do produto, ao contrário do que acontece com vernizes, tintas e esmaltes. A fórmula também é fungicida. O preço da lata de 18 litros tem preço bem variado. Já comprei por R$ 195 e por R$ 340. Vale a pena pesquisar.

Foto: reprodução

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aproveitando a água da chuva

São Pedro abriu as torneiras sobre o Rio Grande do Sul e esqueceu de fechá-las. Diante de tanta água, decidi comentar sobre o aproveitamento da água da chuva. Nos países desenvolvidos ter cisternas e sistemas de coleta para água da chuva é obrigatório, além de ser uma necessidade. Na casa onde moro atualmente já realizo, de uma maneira meio artesanal, o armazenamento dessas águas. Utilizo para fazer limpeza da casa, lavar o carro e lavar roupa.

Na casa nova a utilização desse recurso natural foi previsto no projeto. Temos dois sistemas independentes de encanamentos: uma para água tratada e outro para água da chuva. A água da chuva é utilizada para dar descarga nos vasos sanitários, além de ir para três torneiras: uma nos fundos, outra na lavanderia e a terceira em frente à casa. Quando a caixa estiver vazia, basta operar os registros e liberar a circulação no outro encanamento.


A coleta é feita por uma calha, instalada numa área de 7,80 metros quadrados, no telhado do fosso. Pode parecer pouco, mas uma trombada d'água foi suficiente para quase encher o reservatório de 1 mil litros. Outra dica para economizar água é instalar vasos sanitários com descarga para 3 e 6 litros.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Calçada é depósito de material?

Acomodar o material de construção durante a construção é tarefa que exige organização e cronograma. O problema é que muita gente deposita pedra brita, areia e tijolo no primeiro espaço livre que vê pela frente. Embora a calçada seja responsabilidade do proprietário, o passeio é público e o trânsito de pedestres deve ser livre.

E aí vai a perguntinha: como está a calçada em frente ao terreno onde você está construindo? Confesso que, no meu caso, está um caos. Como o loteamento é novo e ainda existem vários terrenos baldios, duas ou três casas apenas têm calçada. Mas em locais onde existem residências há mais tempo e o tráfego de pessoas é intenso, é preciso prestar atenção e agir diferente (como é caso da foto aí ao lado). O ideal é apenas descarregar o material e logo recolher para dentro do terreno. Caso não seja possível, a dica é colocar um cordão de isolamento e liberar pelo menos parte do passeio.

Também não dá para descuidar da limpeza. Após descarregar os produtos, é preciso deixar o local limpo, sem barro e restos de pedra. A maioria das pessoas que estão em construção não dão a mínima para isso. Mas se coloque no lugar de quem é cadeirante ou uma mãe com filhos pequenos. O local de pedestre é na calçada e não dividindo espaço com os veículos.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia reportagem sobre normas para construção de calçadas

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Feira de material de construção em Porto Alegre

Amanhã começa em Porto Alegre, na Fiergs, o maior encontro de construção civil da região sul. É a 14.ª Feira Internacional da Construção- Construsul, que vai até o dia 6 de agosto, das 14 às 22 horas. São 7.500 metros quadrados onde estarão mais de 500 expositores, para um público esperado de 70 mil pessoas.

Há estacionamento em uma área na Avenida Assis Brasil, pouco antes da Fiergs, com mais de 3 mil vagas e vans para transportar os visitantes até o portão de acesso da feira. 

O tema deste ano do evento é a Sustentabilidade.Conforme o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, é possível reduzir entre 30% e 40% o consumo de energia e água, aplicando práticas modernas e sustentáveis no setor da construção civil. 

O legal desse tipo de feira não é nem tanto fazer compras, mas conseguir contatos. Guarde todos os cartões, telefones e e-mails . Tudo mais tarde poderá servir.

Casinha para o portão da frente

O tempo não tem ajudado muito no Rio Grande do Sul e nos últimos dez dias a obra praticamente ficou parada. A foto é da casinha para o portão de peso e por incrível que pareça até para esse "acessório" é preciso reservar dinheiro no orçamento e tempo para o planejamento. O telhado tem quatro telhas de barro. A ideia original era fazer com cinco peças para que o local funcionasse também com um abrigo eficiente para escapar da chuva. 

Ocorre que para fazer uma cobertura com cinco telhas é preciso deixar uma distância maior da casa. A construção seguiu os padrões e está a quatro metros da calçada. Esse espaço é suficiente somente fazer uma casinha do jeito que está aí. Uma estrutura maior entraria em conflito com o outro telhado. Mais um detalhe: a cobertura da casinha é estendido para a lateral a fim de cobrir o portão pequeno que será instalado. O amadeiramento da casinha também seguiu os padrões dos peitos de pombo das caixas externas da casa. 
Depois que construi a casinha, percebi que existem outros modelos. Alguns, inclusive, todos de concreto. Outra coisa que pode ser diferente é que o portão pequeno em ângulo e, dessa forma, o abrigo para a chuva ser mais eficiente.