sexta-feira, 11 de março de 2011

Não pense duas vezes:instale manta térmica

Desde que a obra começou, em 17 de janeiro, esta madrugada foi o momento mais apreensivo por que passamos. Começou a chover e o telhado ainda não estava concluído. O forro exposto estava lá, protegido apenas pela manta térmica e mais nada. Não foi uma chuva torrencial, mas a precipitação foi constante e durou a noite inteira. O alívio só veio às 8 horas do dia seguinte, quando passei pela obra para conferir o tamanho do prejuízo.

Graças a manta térmica que foi instalada sobre o forro exposto, aparentemente nada aconteceu. A chuva não molhou a madeira e o forro está lá, bonito do jeito que a gente deixou. A manta, além de proteger da chuva, também  isola até 95% da radiação e representa economia de energia com menos esforço de ar condicionado e ventilador. É super resistente e de fácil instalação.

 A manta térmica não é afetada pela temperatura ou água por ser fabricada com material sintético resistente. A estrutura de reforço é feita com malha de polietileno resistente a rasgos e a propagação de fungos e bactérias e ao ataque de roedores e insetos.

Para 88 metros quadrados de área construída, nós compramos 180 metros quadrados de manta de 4 milímitros. Cada metro custou R$ 5,50 e o investimento total foi de R$ 990. Não me arrependo em nenhum segundo. Desde já valeu muito a pena. 

Foto: reprodução

terça-feira, 8 de março de 2011

Faça fotos das tomadas antes do reboco

A dica de hoje recebi de quem já construiu. Por mais que exista um projeto elétrico e hidráulico, quando as paredes são levantadas é que as coisas se concretizam e problemas aparecem. E, por isso, mudanças ocorrem. Em um dos cantos da sala, por exemplo, colocamos uma tomada de luz. No entanto tivemos que deslocá-la porque naquele lugar pretendemos no futuro instalar uma lareira.

Por isso, antes de fazer o reboco, faça fotografias de todas as paredes. Depois, quando salvar no computador, faça uma descrição do espaço e marque com um desenho as ligações, tanto de luz como de água. Se agora a memória está fresquinha, daqui um ano você ficará em dúvida e daqui há cinco anos nem lembra de nada. E também tem outra coisa: não pense que o pedreiro seguirá a risca o que diz o projeto.

Um conhecido colocou piso laminado em sua suíte. Com o tempo, decidiu colocar uma banheira e quis instalar um porta sabonete na parede. Olhou no projeto e disse para o pedreiro furar naquele lugar, pois não passaria rede de água. Mero engano! No local passava um cano, que arrebentou, e com isso a água se espalhou por todo o quarto. O resultado? Precisou substituir todo o piso laminado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Para não errar nas medidas do forro

Se me perguntarem hoje: obra é sinônimo de estresse? A resposta será um SIIIIIIIMMMMMMM! Mas como disse uma amiga, construir a casa própria é um privilegio que poucos conseguem alcançar. O problema desta semana é o forro da casa. No projeto original tínhamos previsto tesouras de eucalipto e forro de PVC. Mas decidimos mudar e deixar o forro à vista na sala e cozinha e nas demais peças usar forro de cedrinho. A primeira dificuldade é com a aquisição e o valor da madeira. Os preços são exorbitantes e os prazos de entrega solicitados pelas madeireiras não são favoráveis para quem tem prazo de término.

Outro problema é achar madeira seca. A peça quando está molhada começa a "trabalhar" e por mais que você diga para a madeireira que deseja comprar somente peça seca, eles enviam madeira molhada (foi o que aconteceu comigo).

Terceiro e mais grave problema: acertar as medidas do comprimento do forro. A madeira de forrinho, como é chamada, independente do tipo, é vendida de duas formas: curta e longa. O forro curto mede menos de 2 metros e o longo acima de 2 metros. Além disso, as madeireiras vendem essa peça em medidas diferentes. No caso do curto, as medidas normalmente são múltiplos de 60 ( 0,6 m, 1,2m, 1,8m) ou de 70 (0,7m e 1,4m). Já para o forro longo, as medidas são muito exatadas e variam de 2,5 metros a 4 metros.


Enquanto o forro curto custa em média R$ 23, o longo sai oito reais mais caro, em média R$ 32. Além do preço, outro ponto chave na hora de decidir qual comprar: quanto mede cada uma das peças da casa e qual a distância entre os caibros e/ou tesouras. De nada adianta comprar um forro de 1,2m se a distância entre os caibros é de 0,7 m. A sobra de madeira será de 50 centímetros (o começo e o fim da tábua precisam estar pregadas) e dificilmente poderá ser reaproveitada, gerando mais gastos.

Por isso, quando for negociar madeira as palavras chave são paciência e planejamento. Leve o pedreiro junto na madeireira, faça desenhos de como serão dispostas a madeira e simule na própria construção a disposição das peças. Sei que é complicado, mas faça um esforço para estar na obra no momento em que a madeira for entregue. Assim você poderá devolver peças que, eventualmente, estejam trocadas.

Foto: reprodução

quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma cozinha mal planejada = uma parede quebrada

A obra não completou dois meses, mas as dores de cabeça já são tantas que já vontade de sair correndo. Quando montamos o projeto tiramos as medidas de todos os móveis. A intenção era ter um espaço planejado, onde coubesse tudo. Pois é, nem tudo saiu como deveria e a cozinha tem me tirado o sono. A sala e a cozinha serão conjugadas, com um armário americano fixado no chão para dividir os ambientes. O detalhe é que no projeto final o fogão e a geladeira ficaram lado a lado. Como me foi garantido que poderia dispor os móveis e eletrodomésticos da maneira que depois achasse melhor, pois haveria espaço, fiquei tranquila.

Mas na prática não foi isso que aconteceu. Como no projeto a geladeira e fogão ficaram lado a lado, coisa que na prática jamais pode acontecer, a janela foi construída no local errado e está atrapalhando tudo. Para conseguir organizar uma bancada com fogão embutido, pia e balcão americano lado a lado terei que quebrar a parede recém construída e recuar a abertura 60 centímetros. Ainda será preciso avançar o balcão americano 20 centímetros para o espaço da sala. Isso sem falar no quebra-quebra dos tijolos para mudar as tomadas.

Por isso planejamento é tudo. Para definir o tamanho da cozinha e onde serão instalados a janela, os pontos de luz e encanamento de água, pense no futuro e se atente às medidas. Por mais que agora você tenha uma geladeira de 260 litros, no futuro talvez você queira comprar um fross free e daí não vai caber. O mesmo vale para outras aquisições como máquina de lavar, microondas e depurador. Antes sobrar espaço do que faltar. Ah! E tomadas nunca são demais.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quase construi no terreno errado

Pode parecer piada, mas não é. Durante um ano pensei ser proprietária de um terreno quando na realidade o meu terreno era outro. Mostrei a aquisição para os parentes, capinei o local e até usei a área para cemitério do meu cãozinho que morreu atropelado. Imagina a surpresa quando fui informada pela prefeitura, uma semana antes de começar a obra, que na realidade o meu terreno era outro.

Isso aconteceu porque comprei o local quando o loteamento foi aberto e não havia nenhuma casa construída. Daí, para confirmar qual era o local, o vendedor nos levou até lá no fim da tarde, em um dia de chuva. Só me lembro dele dizer: é fácil gravar, fica na frente do boeiro. E assim ficamos cuidando do lugar durante um ano. No entanto, quando fui pedir o número da futura casa, recebi a notícia. O terreno ficava ao lado do boeiro e não na frente. A sorte foi que não plantei todas as árvores que tinha planejado.

As pessoas trocarem o terreno, infelizmente, é algo comum. No loteamento onde vou morar, por exemplo, teve quem chegou a construir uma casa no terreno do vizinho. Deu a maior confusão. E o pior é que nem topógrafo e nem o engenheiro se deram conta do erro. Por isso, antes de colocar a primeira pedra, certifique-se que o terreno é mesmo seu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Antes de morar, muitas taxas para pagar

Se a carga de impostos do Brasil é uma das maiores do mundo, as taxas que se pagam durante uma construção não ficam longe disso também. Por isso resolvi fazer uma listinha de todos os tributos e serviços que precisei pagar até agora e todos aqueles que ainda terei que arcar. Fica aí o conselho: faça uma poupança bem gorda para essas despesas. Caso contrário, o sonho da casa própria nem para o papel poderá ir.

Compra do terreno
- Escritura
- Registro de imóveis
- ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis)
* O valor das taxa varia de acordo com o tamanho e a avaliação da área adquirida

Projeto
- O projeto em si, feito pelo arquiteto ou engenheiro. O valor é cobrado de acordo com o metro quadrado
- Taxa de aprovação na prefeitura
- Taxa de expedição de documentos (prefeitura)
- Pedido de alinhamento do terreno (prefeitura)
- Pedido de número para o terreno (prefeitura)
- Cópias do projeto: são cinco. (prefeitura, banco- se é financiamento, engenheiro, pedreiro e proprietário)
- Taxa de projeto e execução do Crea

Para encaminhar financiamento
- Taxa de elaboração de planilha para Caixa Federal (engenheiro)
- Certidão negativa de ônus (cartório de registro de imóveis)
- Taxa de pedido de financiamento (Caixa Federal)

* Se o projeto não for aprovado na primeira tentativa
- Taxa de substituição de projeto (prefeitura)
- Cópias do projeto
- Taxa de elaboração de planilha para Caixa Federal (engenheiro)
- Certidão negativa de ônus (cartório de registro de imóveis)
- Taxa de reavaliação do projeto (engenheiro da Caixa Federal)

Durante a obra
- Taxa de autorização para instalar água encanada (prefeitura)
- Instalação do hidrômetro (Corsan)
- Taxa de acompanhamento da obra (engenheiro particular)
- Taxa de acompanhamento da obra (engenheiro da Caixa Federal- se a casa é financiada)

Ao fim da obra
- Habite-se (prefeitura)
- ISSQN (prefeitura)
- INSS, no caso de metragem superior a 70 metros quadrados
- Registro de bem feitoria (cartório de registro de imóveis)

Somente depois de pagar tudo isso você poderá se mudar e dizer: lar doce lar. Até lá, o bolso sofre.

Compre conduítes de qualidade

Uma casa é parecida com o corpo humano. A gente só enxerga o que tem por fora, mas tudo o que está por dentro faz toda a diferença. De que adianta ter a pintura mais bonita, com textura especial e móveis sob medida se um cano estoura e é preciso quebrar a parede para consertar? Ou instalar uma luminária caríssima e se deparar com fios quebrados e lâmpadas que não funcionam?

Faz uma semana que concretamos as cintas das paredes e compramos os conduítes ou eletrodutos para a instalação elétrica. No mercado existem inúmeras marcas e modelos de mangueiras. Por isso seguem aí algumas dicas para escolher o de melhor qualidade. Faça de conta que a mangueira é uma massinha de modelar. Aperte de todos os lados, amasse, dobre, enfim, tente estragá-la. Se nada acontecer, pode comprar. Esse material precisa ser super resistente. Outro conselho é comprar um conduíte anti chamas, pois prevenção nunca é demais.

Também não espere pelo seu pedreiro para adquirir os eletrodutos. Quando as paredes estiverem ultrapassando as janelas, pergunte quantos metros serão necessários e faça um orçamento. Na minha casa são 37 pontos e utilizamos 100 metros de mangueira 3/4. Paguei dois reais por cada metro. (Poderia ter gasto menos se o pedreiro não tivesse pedido de um dia para o outro.)