quarta-feira, 23 de março de 2011

Tomadas, tomadas e mais tomadas. Nada é exagero.

Quando se compra um projeto de uma construtora,  normalmente a empresa iré oferecer três pontos de luz por cômodo. Parece piada, mas é isso mesmo. Cada ponto adicional é cobrado um valor a mais. Mas quando você constrói por conta própria, a negociação é feita com o pedreiro e o eletricista, e quem manda é você. Tomada é algo que não pode faltar em uma casa e pode acreditar, nunca é demais. No projeto inicial da minha casa tínhamos previsto três tomadas para cada parede. Mas no decorrer da obra, muitas obras foram surgindo e hoje não sei mais quantas são.

 Quando se faz o projeto elétrico, as pessoas costumam imaginar a casa onde se vive hoje, pensando nas necessidades atuais. No entanto, as necessidades se modificam, os eletrodomésticos aumentam e os móveis são trocados de lugar. Todas essas ações podem ser barradas por falta de tomadas. Então anote aí algumas dicas de tomadas extras.

- Ar-condicionado. Uma em cada cômodo. (O mesmo vale para o ventilador)
- Telefone. Na sala, cozinha, quarto e escritório
- Internet: sala, escritório e o quarto dos filhos
- Aquecedor de água: embaixo da torneira da pia da cozinha e da pia do banheiro
- Luminárias: corredor, quartos (ao lado da cama ou acima da cabeceira), no balcão aéreo da cozinha, sala de estar e próximo à mesa de jantar
- Lâmpadas externas: para iluminar o pátio. Três na frente, sendo uma na área, e uma para cada uma das paredes, incluindo as laterais e fundos.
- Depurador ou coifa, na cozinha
- Secador de cabelo, para o banheiro

E por aí vai. Essas são apenas algumas sugestões. Outro detalhe é na escolha das caixinhas dos interruptores. Prefira os módulos individuais. Assim você pode colocar três tomadas em apenas uma caixa. Segue aí o link da Iriel, marca líder do mercado, para você tirar algumas ideias.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Umidade: não conviva com ela

Não existe nada mais chato e desconfortável em uma casa do que a umidade. As paredes ficam "vertendo" água, o piso é gelado e o banheiro, bem, esse é um capítulo a parte. Esse mal que atinge boa parte das residências pode ser evitado com planejamento na hora da construção. A primeira providência é passar hidroasfalto nas vigas. Essa emulsão asfáltica é impermeabilizante.  O hidroasfalto é indicado para áreas com muitos recortes e detalhes, tem flexibilidade e aderência à superfície, formando uma camada única e sem emendas. Não é tóxico após a cura.

Mas de nada adianta comprar o hidroasfalto e passar de maneira errada ou economizar na quantidade. De acordo com o engenheiro responsável pela minha obra, o ideal é passar quatro mãos, uma em cada sentido. (frente, atrás, esquerda e direita).  Outro erro comum que os pedreiros cometem é passar o produto apenas na parte superior da viga. Por conta disso que a tinta normalmente descasca no canto inferior das paredes, próximo ao chão. A dica é passar hidroasfalto na parte superior e no interior da viga. Um balde de 3,6 litros custa em média de R$ 45.

O segundo cuidado é com a quantidade de aterro colocado para preencher os cômodos. O recomendado seria nem utilizar esse material porque o aterro é um ótimo "condutor" de umidade. O ideal é utilizar restos de pedreira, chamado de sub-base granular. Como a pedra não "puxa" umidade, é garantia de chão seco. Mas o problema dessa troca é o preço. Enquanto o metro cúbico do aterro custa R$ 9,17, o metro cúbico de sub-base granular sai po R$ 39. No meu caso, a diferença de preço entre os dois tipos de materiais foi R$ 1.080. Optamos em utilizar um meio termo. Preenchemos com aterro, mas utilizamos uma camada de pedra brita maior que o normal para compensar.

A terceira providência fica por conta do impermeabilizante utilizado na massa de cimento do contra-piso, popularmente chamado de Sika. Também auxilia para que a umidade não seja presença constante. Um balde de 18 litros sai em média R$ 89.

ATUALIZAÇÃO: Estamos em pleno julho e no Rio Grande do Sul o inverno é um período de muito frio e muita umidade. A casa passou pelo teste: nenhuma parede suando frio e o piso sequinho. Valeu o investimento!

Foto: reprodução 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não fique com as contas no vermelho

Você pode pensar em pintar sua casa de vermelho, mas com certeza não deseja que o saldo bancário fique neste estado. O grande mal de uma construção são os gastos não planejados. E, querendo ou não, infelizmente esse tipo de conta uma hora ou outra vai aparecer. Seguem aí alguns conselhos.

- A prioridade deste momento é a obra. Portanto não compre nada que não seja absolutamente necessário.


- Passe longe de vitrines e feiras. As promoções podem até ser ótimas e imperdíveis, mas esse dinheiro lá na frente fará falta. As lojas realizam liquidação todos os anos.

- Faça três orçamentos, no mínino, antes de comprar qualquer material de construção. 

- Se conseguir, deixe uma reserva financeira para a hora do aperto.

- Prefira fazer refeições em casa e por enquanto, convide os amigos para comer pipoca e tomar chimarrão. É só uma fase e sacrifícios são necessários para economizar. 

- Vá aos fins de semana na obra e verifique se o pedreiro não deixou material rolando. De prego em prego você junta um quilo.

- Se a previsão de depósito da próxima prestação de financiamento é para o dia 25, por exemplo, emita cheques para serem descontados no dia 30. Podem acontecer imprevistos e o dinheiro entrar na conta depois do planejado.

- Quando negociar cheques a prazo, saliente para o fornecedor que jamais o depósito poderá ser realizado antes da data combinada.

- Quando usar o cartão de crédito, compre no dia que você terá mais prazo para o pagamento. Exemplo: se a fatura vence dia 20, compre no dia 11, assim o valor será cobrado somente no mês seguinte.

- Faça um senha eletrônica e controle a movimentação da conta via Internet. Como é preciso fazer um controle diário, toda a vez que você tirar um extrato no caixa eletrônico terá que pagar. Pela internet é gratuito.

E principal de todas as dicas

- Anote todos os gastos e entradas em uma planilha. Somente dessa maneira é possível saber onde o dinheiro é investido.

Foto: reprodução

sexta-feira, 11 de março de 2011

Não pense duas vezes:instale manta térmica

Desde que a obra começou, em 17 de janeiro, esta madrugada foi o momento mais apreensivo por que passamos. Começou a chover e o telhado ainda não estava concluído. O forro exposto estava lá, protegido apenas pela manta térmica e mais nada. Não foi uma chuva torrencial, mas a precipitação foi constante e durou a noite inteira. O alívio só veio às 8 horas do dia seguinte, quando passei pela obra para conferir o tamanho do prejuízo.

Graças a manta térmica que foi instalada sobre o forro exposto, aparentemente nada aconteceu. A chuva não molhou a madeira e o forro está lá, bonito do jeito que a gente deixou. A manta, além de proteger da chuva, também  isola até 95% da radiação e representa economia de energia com menos esforço de ar condicionado e ventilador. É super resistente e de fácil instalação.

 A manta térmica não é afetada pela temperatura ou água por ser fabricada com material sintético resistente. A estrutura de reforço é feita com malha de polietileno resistente a rasgos e a propagação de fungos e bactérias e ao ataque de roedores e insetos.

Para 88 metros quadrados de área construída, nós compramos 180 metros quadrados de manta de 4 milímitros. Cada metro custou R$ 5,50 e o investimento total foi de R$ 990. Não me arrependo em nenhum segundo. Desde já valeu muito a pena. 

Foto: reprodução

terça-feira, 8 de março de 2011

Faça fotos das tomadas antes do reboco

A dica de hoje recebi de quem já construiu. Por mais que exista um projeto elétrico e hidráulico, quando as paredes são levantadas é que as coisas se concretizam e problemas aparecem. E, por isso, mudanças ocorrem. Em um dos cantos da sala, por exemplo, colocamos uma tomada de luz. No entanto tivemos que deslocá-la porque naquele lugar pretendemos no futuro instalar uma lareira.

Por isso, antes de fazer o reboco, faça fotografias de todas as paredes. Depois, quando salvar no computador, faça uma descrição do espaço e marque com um desenho as ligações, tanto de luz como de água. Se agora a memória está fresquinha, daqui um ano você ficará em dúvida e daqui há cinco anos nem lembra de nada. E também tem outra coisa: não pense que o pedreiro seguirá a risca o que diz o projeto.

Um conhecido colocou piso laminado em sua suíte. Com o tempo, decidiu colocar uma banheira e quis instalar um porta sabonete na parede. Olhou no projeto e disse para o pedreiro furar naquele lugar, pois não passaria rede de água. Mero engano! No local passava um cano, que arrebentou, e com isso a água se espalhou por todo o quarto. O resultado? Precisou substituir todo o piso laminado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Para não errar nas medidas do forro

Se me perguntarem hoje: obra é sinônimo de estresse? A resposta será um SIIIIIIIMMMMMMM! Mas como disse uma amiga, construir a casa própria é um privilegio que poucos conseguem alcançar. O problema desta semana é o forro da casa. No projeto original tínhamos previsto tesouras de eucalipto e forro de PVC. Mas decidimos mudar e deixar o forro à vista na sala e cozinha e nas demais peças usar forro de cedrinho. A primeira dificuldade é com a aquisição e o valor da madeira. Os preços são exorbitantes e os prazos de entrega solicitados pelas madeireiras não são favoráveis para quem tem prazo de término.

Outro problema é achar madeira seca. A peça quando está molhada começa a "trabalhar" e por mais que você diga para a madeireira que deseja comprar somente peça seca, eles enviam madeira molhada (foi o que aconteceu comigo).

Terceiro e mais grave problema: acertar as medidas do comprimento do forro. A madeira de forrinho, como é chamada, independente do tipo, é vendida de duas formas: curta e longa. O forro curto mede menos de 2 metros e o longo acima de 2 metros. Além disso, as madeireiras vendem essa peça em medidas diferentes. No caso do curto, as medidas normalmente são múltiplos de 60 ( 0,6 m, 1,2m, 1,8m) ou de 70 (0,7m e 1,4m). Já para o forro longo, as medidas são muito exatadas e variam de 2,5 metros a 4 metros.


Enquanto o forro curto custa em média R$ 23, o longo sai oito reais mais caro, em média R$ 32. Além do preço, outro ponto chave na hora de decidir qual comprar: quanto mede cada uma das peças da casa e qual a distância entre os caibros e/ou tesouras. De nada adianta comprar um forro de 1,2m se a distância entre os caibros é de 0,7 m. A sobra de madeira será de 50 centímetros (o começo e o fim da tábua precisam estar pregadas) e dificilmente poderá ser reaproveitada, gerando mais gastos.

Por isso, quando for negociar madeira as palavras chave são paciência e planejamento. Leve o pedreiro junto na madeireira, faça desenhos de como serão dispostas a madeira e simule na própria construção a disposição das peças. Sei que é complicado, mas faça um esforço para estar na obra no momento em que a madeira for entregue. Assim você poderá devolver peças que, eventualmente, estejam trocadas.

Foto: reprodução

quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma cozinha mal planejada = uma parede quebrada

A obra não completou dois meses, mas as dores de cabeça já são tantas que já vontade de sair correndo. Quando montamos o projeto tiramos as medidas de todos os móveis. A intenção era ter um espaço planejado, onde coubesse tudo. Pois é, nem tudo saiu como deveria e a cozinha tem me tirado o sono. A sala e a cozinha serão conjugadas, com um armário americano fixado no chão para dividir os ambientes. O detalhe é que no projeto final o fogão e a geladeira ficaram lado a lado. Como me foi garantido que poderia dispor os móveis e eletrodomésticos da maneira que depois achasse melhor, pois haveria espaço, fiquei tranquila.

Mas na prática não foi isso que aconteceu. Como no projeto a geladeira e fogão ficaram lado a lado, coisa que na prática jamais pode acontecer, a janela foi construída no local errado e está atrapalhando tudo. Para conseguir organizar uma bancada com fogão embutido, pia e balcão americano lado a lado terei que quebrar a parede recém construída e recuar a abertura 60 centímetros. Ainda será preciso avançar o balcão americano 20 centímetros para o espaço da sala. Isso sem falar no quebra-quebra dos tijolos para mudar as tomadas.

Por isso planejamento é tudo. Para definir o tamanho da cozinha e onde serão instalados a janela, os pontos de luz e encanamento de água, pense no futuro e se atente às medidas. Por mais que agora você tenha uma geladeira de 260 litros, no futuro talvez você queira comprar um fross free e daí não vai caber. O mesmo vale para outras aquisições como máquina de lavar, microondas e depurador. Antes sobrar espaço do que faltar. Ah! E tomadas nunca são demais.