sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prefira esquadrias sob medida

As esquadrias são um dos itens que mais pesam no orçamento da obra. Por isso, algumas pessoas preferem comprar as portas e janelas de lojas de material de construção. No entanto, o barato pode sair caro quando se faz essa escolha. A primeira dificuldade é com as medidas das aberturas. Por mais que a planta indique o tamanho da porta 2,10 de altura por 0,80 de largura, na hora do vamos ver, sempre dá diferença.


Das 14 aberturas da minha casa, nenhuma ficou com a medida exata. E olha que há havia pedido para o pedreiro deixar uma folga de quatro centímetros prevendo que diferenças poderiam acontecer.. Mas como decidi fazer as esquadrias em uma fábrica, isso não será problema. O marceneiro foi na obra e tirou as medidas exatas, já descontando o espaço para a colocação das soleiras e pingadeiras.

Agora quem decide comprar as portas e janelas em uma loja, não tem muita escolha. Se a abertura não for do tamanho exato, o jeito é quebrar a parede ou preencher os espaços que sobram com espuma ou silicone. E então começam as gambiarras. Será que vale a pena?

terça-feira, 29 de março de 2011

Não confie no mostruário, peça para ver o lote fechado

No final do ano aproveitei uma oferta e já fiz as compras do piso. No entanto, antes de bater o martelo em relação a cor,  voltei à loja duas vezes, tudo isso para ter certeza de que não ia me arrepender depois. Há três semanas me dirige novamente ao estabelecimento e peguei uma peça de cada cor para ajudar na escolha das pingadeiras e soleiras de granito.

Quando o vendedor me trouxe uma peça do piso que será utilizado para toda a área interna, fiquei com uma pulga atrás da orelha. Achei aquela peça muito escura. Depois de uma semana, voltei à loja decidida a trocar a cor e qual não foi a minha surpresa quando descobri que realmente não era aquela a tonalidade que havia comprado. O que aconteceu?

A peça do mostruário tem uma tonalidade e o material do lote fechado, outra. Segundo o vendedor, isso não é comum acontecer, mas podem ocorrer casos em modelos que imitam os nós da madeira.  O resumo da novela é seguinte. A loja enviou para a fábrica a peça do mostruário, pedindo para que enviem um lote fechado naquela cor. A dúvida é se o material vai chegar em duas semanas, período em que deve ser colocado o piso.

Dessa forma, a dica é a seguinte. Quando comprar qualquer produto onde o importante é a cor, tenha como referência uma peça do lote fechado e não no mostruário.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Leroy Merlin ou Cassol?

O sábado foi dia de ir às compras e garantir o material sanitário, elétrico e de iluminação para a casa nova.Como eu precisava de preços acessíveis e prazo estendido para quitar essas novas dívidas, decidi ir para Porto Alegre e passar o dia em dois grandes centros de venda de material de construção: Cassol e Leroy Merlin.

O que me atraiu nas duas lojas foi a facilildade de poder pagar em 10 vezes sem juros. Tanto na Cassol quanto na Leroy você consegue fazer o cartão de crédito em 30 minutos, sem anuidade, para em seguida poder utilizar. A diferença é que na Cassol o cartão é entregue na hora (ele não tem senha). Já na Leroy, é enviado por correio (tem senha). Mas isso não impede que você faça compras.

Em relação ao atendimento pelo telefone e e-mail, a Cassol oferece melhor atendimento. Todas as vezes que liguei para Leroy, antes de ir pessoalmente, não consegui esclarecer minhas dúvidas. Já a Cassol respondeu minhas perguntas e ainda respondeu um dos e-mails, de dois que enviei, com pedido de orçamento. A Leroy nunca respondeu nenhuma mensagem eletrônica.

Na loja o orçamento na Cassol é impresso no computador e somente o valor total é discriminado, mais a relação de produtos. Na Leroy é tudo feito a mão, em pequenos pedaços de papel. 

Se você precisar ir ao banheiro, a história é diferente. Na Cassol, os sanitários são modelos, com funcionários monitorando as condições de higiene e limpeza. Na Leroy, em duas vezes que estive na unidade de Porto Alegre, vasos entupidos, vazamentos, falta de papel higiênico e cestos cheios.

Quando o assunto é o material de construção, a Leroy tem um espaço mais amplo e oferece mais produtos. Em contrapartida, a impressão que se tem é que os itens ficam amontoados e você não consegue ter uma visão ampla da loja. O preço entre os dois estabelecimentos é semelhante, assim como a qualidade oferecida. O que vale é você fazer o orçamento completo em um local e depois passar no outro e comprar com quem dá menos.

Considerei o atendimento dos vendedores melhor na Cassol. Os funcionários mostram conhecimento técnico sobre o produto, apesar que na Leroy fui bem atendida pelo vendedor de tintas, não acontecendo o mesmo com o responsável pelo setor de acessórios de banheiro. Na Leroy também ocorrem promoções relâmpagos, com bons descontos. 

Na Leroy, acredito que por culpa dos próprios clientes, havia muitos produtos danificados nas prateleiras. Tanto que na hora de passar as compras no caixa, um item estava com o vidro quedrado. Foi substituído por um intacto.

Resumindo: vale a pena você visitar as duas lojas e comprar aquilo que pode transportar em seu próprio carro. Também adquira somente os produtos que, com certeza, você não vai precisar trocar de última hora, pois Porto Alegre, para muitos, não é logo ali. 

ATUALIZAÇÃO: Precisei trocar algumas mercadorias com defeito na Leroy Merlin e o atendimento foi nota dez.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando o engenheiro te deixa na mão

Quando se constrói uma casa por meio de financiamento habitacional o dinheiro é liberado à medida que as etapas da obra são concluídas. Normalmente são quatro fases. A lógica é a seguinte. Você precisa ter uma grande de arrancada para fazer a primeira etapa. Um engenheiro contratado pelo banco, que é pago por você, vai até a obra e verifica se está tudo ok. O profissional faz o laudo e teoricamente em dois dias o dinheiro, referente aos gastos com a primeira etapa, estabelecidos em uma tabela de custos, é depositado em sua conta bancária.

A teoria é linda, mas é prática nem tanto. Vamos ao meu caso. Chamei o engenheiro para a primeira vistoria no dia 17 de fevereiro. Ele foi até a obra no dia 21 e no dia 25 o dinheiro entrou na conta. Como fiz a compra de quase todo o material de construção parcelada, me programei para que os outros cheques também fossem descontados sempre no dia 25 do mês seguinte. Mas no mês de março as coisas não ocorreram como eu esperava.

Novamente liguei agendar a vistoria no dia 17. Depois de muitas ligações e e-mails trocados, o engenheiro apareceu somente na tarde do dia 24, uma quinta-feira. Lembra dos cheques? Como poderão ser depositados no dia 25? O dinheiro não vai entrar na minha conta no prazo previsto. Tive que ligar para todos os fornecedores e agora dependo da boa vontade do financeiro de cada empresa para não ficar com o nome sujo na praça. Aprendi a lição.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tomadas, tomadas e mais tomadas. Nada é exagero.

Quando se compra um projeto de uma construtora,  normalmente a empresa iré oferecer três pontos de luz por cômodo. Parece piada, mas é isso mesmo. Cada ponto adicional é cobrado um valor a mais. Mas quando você constrói por conta própria, a negociação é feita com o pedreiro e o eletricista, e quem manda é você. Tomada é algo que não pode faltar em uma casa e pode acreditar, nunca é demais. No projeto inicial da minha casa tínhamos previsto três tomadas para cada parede. Mas no decorrer da obra, muitas obras foram surgindo e hoje não sei mais quantas são.

 Quando se faz o projeto elétrico, as pessoas costumam imaginar a casa onde se vive hoje, pensando nas necessidades atuais. No entanto, as necessidades se modificam, os eletrodomésticos aumentam e os móveis são trocados de lugar. Todas essas ações podem ser barradas por falta de tomadas. Então anote aí algumas dicas de tomadas extras.

- Ar-condicionado. Uma em cada cômodo. (O mesmo vale para o ventilador)
- Telefone. Na sala, cozinha, quarto e escritório
- Internet: sala, escritório e o quarto dos filhos
- Aquecedor de água: embaixo da torneira da pia da cozinha e da pia do banheiro
- Luminárias: corredor, quartos (ao lado da cama ou acima da cabeceira), no balcão aéreo da cozinha, sala de estar e próximo à mesa de jantar
- Lâmpadas externas: para iluminar o pátio. Três na frente, sendo uma na área, e uma para cada uma das paredes, incluindo as laterais e fundos.
- Depurador ou coifa, na cozinha
- Secador de cabelo, para o banheiro

E por aí vai. Essas são apenas algumas sugestões. Outro detalhe é na escolha das caixinhas dos interruptores. Prefira os módulos individuais. Assim você pode colocar três tomadas em apenas uma caixa. Segue aí o link da Iriel, marca líder do mercado, para você tirar algumas ideias.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Umidade: não conviva com ela

Não existe nada mais chato e desconfortável em uma casa do que a umidade. As paredes ficam "vertendo" água, o piso é gelado e o banheiro, bem, esse é um capítulo a parte. Esse mal que atinge boa parte das residências pode ser evitado com planejamento na hora da construção. A primeira providência é passar hidroasfalto nas vigas. Essa emulsão asfáltica é impermeabilizante.  O hidroasfalto é indicado para áreas com muitos recortes e detalhes, tem flexibilidade e aderência à superfície, formando uma camada única e sem emendas. Não é tóxico após a cura.

Mas de nada adianta comprar o hidroasfalto e passar de maneira errada ou economizar na quantidade. De acordo com o engenheiro responsável pela minha obra, o ideal é passar quatro mãos, uma em cada sentido. (frente, atrás, esquerda e direita).  Outro erro comum que os pedreiros cometem é passar o produto apenas na parte superior da viga. Por conta disso que a tinta normalmente descasca no canto inferior das paredes, próximo ao chão. A dica é passar hidroasfalto na parte superior e no interior da viga. Um balde de 3,6 litros custa em média de R$ 45.

O segundo cuidado é com a quantidade de aterro colocado para preencher os cômodos. O recomendado seria nem utilizar esse material porque o aterro é um ótimo "condutor" de umidade. O ideal é utilizar restos de pedreira, chamado de sub-base granular. Como a pedra não "puxa" umidade, é garantia de chão seco. Mas o problema dessa troca é o preço. Enquanto o metro cúbico do aterro custa R$ 9,17, o metro cúbico de sub-base granular sai po R$ 39. No meu caso, a diferença de preço entre os dois tipos de materiais foi R$ 1.080. Optamos em utilizar um meio termo. Preenchemos com aterro, mas utilizamos uma camada de pedra brita maior que o normal para compensar.

A terceira providência fica por conta do impermeabilizante utilizado na massa de cimento do contra-piso, popularmente chamado de Sika. Também auxilia para que a umidade não seja presença constante. Um balde de 18 litros sai em média R$ 89.

ATUALIZAÇÃO: Estamos em pleno julho e no Rio Grande do Sul o inverno é um período de muito frio e muita umidade. A casa passou pelo teste: nenhuma parede suando frio e o piso sequinho. Valeu o investimento!

Foto: reprodução 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não fique com as contas no vermelho

Você pode pensar em pintar sua casa de vermelho, mas com certeza não deseja que o saldo bancário fique neste estado. O grande mal de uma construção são os gastos não planejados. E, querendo ou não, infelizmente esse tipo de conta uma hora ou outra vai aparecer. Seguem aí alguns conselhos.

- A prioridade deste momento é a obra. Portanto não compre nada que não seja absolutamente necessário.


- Passe longe de vitrines e feiras. As promoções podem até ser ótimas e imperdíveis, mas esse dinheiro lá na frente fará falta. As lojas realizam liquidação todos os anos.

- Faça três orçamentos, no mínino, antes de comprar qualquer material de construção. 

- Se conseguir, deixe uma reserva financeira para a hora do aperto.

- Prefira fazer refeições em casa e por enquanto, convide os amigos para comer pipoca e tomar chimarrão. É só uma fase e sacrifícios são necessários para economizar. 

- Vá aos fins de semana na obra e verifique se o pedreiro não deixou material rolando. De prego em prego você junta um quilo.

- Se a previsão de depósito da próxima prestação de financiamento é para o dia 25, por exemplo, emita cheques para serem descontados no dia 30. Podem acontecer imprevistos e o dinheiro entrar na conta depois do planejado.

- Quando negociar cheques a prazo, saliente para o fornecedor que jamais o depósito poderá ser realizado antes da data combinada.

- Quando usar o cartão de crédito, compre no dia que você terá mais prazo para o pagamento. Exemplo: se a fatura vence dia 20, compre no dia 11, assim o valor será cobrado somente no mês seguinte.

- Faça um senha eletrônica e controle a movimentação da conta via Internet. Como é preciso fazer um controle diário, toda a vez que você tirar um extrato no caixa eletrônico terá que pagar. Pela internet é gratuito.

E principal de todas as dicas

- Anote todos os gastos e entradas em uma planilha. Somente dessa maneira é possível saber onde o dinheiro é investido.

Foto: reprodução