segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um novo projeto: uma casa como negócio

O Diário de Construção está de volta! Depois de cinco anos, decidimos construir novamente. Mas dessa vez, a proposta é completamente diferente. A ideia é construir uma casa para alugar ou vender, conforme a proposta de negócio que se desenhar no futuro.

Ao contrário da primeira construção, que foi financiada, passou por todo um processo burocrático junto à Caixa Federal, e foi em um terreno vazio, essa obra terá outras características. Será com recursos próprios, em uma área onde já existe um imóvel, além de ter pessoas residindo na outra parte do terreno. Todas as questões relacionadas a desmembramento, documentação, compras em pequena quantidade e o jogo de cintura para lidar com os problemas que podem surgir, serão compartilhados aqui.

Uma grande caminhada sempre começa com um primeiro passo. Até a próxima!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A goteira misteriosa

Depois da primeira chuvarada com "C" maiúsculo confesso que fiquei com uma pontinha de saudades da casa velha. A moradia podia ter muitos defeitos, mas o telhado era de fé. Nunca havíamos registrado uma goteira. E na casa nova, com telhas do tipo classe "A", com manta térmica, uma goteira desafiava nossa paciência.

Toda vez que uma chuva com vento surgia começava a pingar a tal goteira. Subimos no telhado à procura de telhas quebradas e não encontramos nada. Pedimos para o funileiro conferir as calhas e não encontrou nada. Só a tal goteira continuava lá. Inclusive, por conta disso, perdi várias bacias de plástico que foram colocadas no sótão para proteger o forro. 

Até que um dia, por um acaso do destino, descobrimos a origem da goteira misteriosa. A casa tem três telhados, todos interligados e com níveis diferentes. Em cada emenda deveria ter sido instalada uma algerosa. Pois, é. Deveria, né! Acontece que na ligação entre o telhado mais alto e o intermediário não tinha algerosa. Descobrimos isso um ano e meio depois porque um pedaço da manta térmica se desprendeu. Agora sim. Pode cair canivete que goteira não é mais problema. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A malandragem na colocação de basalto

Depois de quase um ano e meio morando na nova moradia conseguimos juntar uma graninha para fazer o calçamento de basalto ao redor da casa e na calçada da frente. Quando contratamos o serviço, parecia que tudo seria tranquilo e rápido. A promessa era a conclusão da obra em três semanas. Era verão e os dias de sol se repetiam. Mas depois que a empreitada começou os problemas apareceram. (A história é meio longa, mas vale a pena ler até o final  para se precaver e não ter a mesma dor de cabeça.)

Depósito de entulhos da obra
 Para começar, o empreiteiro veio com uma conversa de que a perda de basalto, ao invés dos 10% iniciais, era de 20%. Isso resultou na compra de mais 40 metros de basalto, além dos 100 já adquiridos. O detalhe é que pedimos para os pedreiros depositarem todos os cacos em um monte e, por mais folgado que fossem os cálculos, os restos amontoados não chegavam nem perto dos 10% de perda projetados inicialmente.

Outra dificuldade foi a execução da mão de obra. Se nos primeiros três dias o trabalho rendeu e os caras chegavam às 8 horas para saírem às 18 horas, nos próximos 45 dias a história foi outra. Não vinham trabalhar e nem sequer avisavam. Em dias de sol chegavam às 9h30, tomavam café e começavam o trabalho às 10 horas, para ir embora às 17 horas. Um corredor ficou em torno de 10 dias esperando pelo rejunte, o que resultou em várias pedras soltas. Outra "peculiaridade" é que, mesmo olhando para o céu carregado de nuvens pretas, os pedreiros faziam massa nova. O resultado foi um desperdício de cimento e muita areia porque a chuvarada estragava o material.

Mais uma combinação não cumprida foi a fiscalização da obra. O empreiteiro se comprometeu em visitar nossa casa e ir monitorando o trabalho dos pedreiros, a fim de atender nossas solicitações e fiscalizar o serviço. Acham que ele aparecia? Quando a gente ligava cobrando respondia que não ia gastar todo o seu tempo com visitas para monitorar o que seus contratados fazem. Espera aí! Não foi para essa tarefa que era pago?

Mas o fim da picada aconteceu no final da obra. Foi acertado que o piso do canil seria a última etapa da colocação do basalto e, justamente por ser um espaço dedicado aos cachorros, não precisaria de pedras bonitas ou uniformes. O espaço era para ser funcional.
Pedaço que faltava calçar
Acontece que ao longo da obra os pedreiros foram deixando uma pedra aqui, outra enterrada ali, além de jogarem para o monte de entulhos várias sobras que tranquilamente poderiam ser utilizados para o calçamento do canil. Como se observa na foto, o que faltava para ser colocado no espaço era uma área de aproximadamente 4 metros quadrados.

Mas para finalizar o calçamento os pedreiros pediram mais 3 metros quadrados de basalto. O detalhe é que, após juntarmos todas as pedras espalhadas e descartadas indevidamente, constatamos que havia muito mais de 3 metros quadrados rolando pelo pátio! Eu quero acreditar que não seja trapassa, mas fica difícil pois o empreiteiro ganha comissão sobre a quantidade de basalto vendido.
Pedras que foram descartadas pelos pedreiros
Outro detalhe causou muita indignação. Quando o caminhão chegou para descarregar a quantia comprada sem necessidade estava com uma carga fechada de 120 metros quadrados. O motorista retirou os meus 3 metros quadrados e seguiu viagem. Por isso as chances de quem recebeu o resto do material ter saído no prejuízo são grandes, pois essa pessoa comprou uma carga fechada e provavelmente vai receber a menos!

Por isso ficam algumas dicas preciosas.

-Acompanhe o descarregamento das pedras e, se precisar comprar uma nova carga, peça para acomodar o basalto em outro local. Assim você consegue controlar se a quantia descarregada é a mesma que a prometida.
- Jamais pague adiantado pela mão de obra.
- Armazene os sacos de cimento em local seco e que possa ser guardado por um bom tempo. Também vale você comprar o cimento. É possível parcelar em até 10 vezes. É mais barato e você faz o controle do material.
- Se não puder acompanhar a obra em tempo integral, faça visitinhas de surpresa.
- Diariamente confira o que é descartado de restos de pedra e, se for preciso, junte o basalto que está bom e recoloque no monte.
- Antes de autorizar o rejunte, confira se não há pedras soltas.

Prepara-se para: ficar com a casa completamente empoeirada, janelas imundas e sem ter um espaço para estender roupas por um bom período. Também você poderá encontrar algumas peças do piso da área quebrados e paredes externas manchadas por barro.

Leia também: Arrumar o pátio custa caro

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Depois de um ano...ainda há muito coisa por fazer

Dia 10 de setembro fez um ano da mudança e apesar de já terem passado mais de 365 dias, as caixas de livros continuam encaixotadas e o escritório desativado porque virou depósito. Como? É ilusão acreditar que a nossa casa nova será como aquela retratada pelos filmes ou novelas. Você chega e está tudo pronto, organizado, com tudo funcionando. Basta morar, para os problemas começarem.

Neste tempo, fizemos o muro dos fundos e construímos uma peça para guardar a bagunça, que está em fase de finalização. E, tudo, diga-se de passagem, com recursos arrecadados ao longo desse período. Pois a dívida do financiamento e dos fornecedores continua correndo. O próximo passo será o canil, depois a entrada de pedra para a garagem e a grama para o pátio. Se o tempo ajudar (climático e financeiro) os planos são terminar todas essas melhorias até o final de 2012.

Nesses 365 dias já queimaram duas lâmpadas do forro à vista, que é super alto, e ainda não foram trocadas, estragou a tomada do telefone da sala e a única que funciona está instalada no corredor (entrou na lista de coisas para arrumar), deu um probleminha na rede elétrica e o chuveiro social foi desativado, estando em funcionando apenas o da garagem (também entrou na lista). Isso sem falar que nesses dias chuvosos umas goteiras apareceram, apesar da manta términa e algerosas. Ah! Nosso filho e seus amigos ainda providenciaram várias manchas nas paredes brancas.

Diante dos fatos, talvez alguém pergunte: você gosta da casa nova? Claro, estou amando. Afinal de contas, a casa perfeita é onde se vive feliz!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As telhas estão mesmo pregadas?

Neste verão a região Metropolitana do Rio Grande do Sul foi premiada por vários temporais, que como principal característica, trazem chuvas e ventos fortes. Foi em um desses vendavais que pude testar a eficiência do meu telhado. Depois que a chuva cessou e o vento foi embora, o resultado foram algumas telhas quebradas e duas ou três goteiras espalhadas pela casa.

Após subir no telhado descobrimos que as telhas não estavam pregadas como deveriam, além das cumieiras não estarem cimentadas da maneira correta. O jeito foi contratar um pedreiro que cimentou novamente as cumieiras e pregou todas as meia-telhas (aquelas que ficam na beira) de novo. O pedreiro que contratamos para construir a casa utilizou pregos comuns na primeira fixação das telhas. No entanto, esse tipo de material não é eficiente e basta um vento mais forte para tudo sair voando. O recomendado é utilizar pregos com borracha, que fixam mais. Eles são mais caros que os comuns, mas vale a pena. 

Ah! E não se iludam, pois não existe casa perfeita. Em outro post falo mais sobre isso. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desconfie de produtos de cortesia

No mês de julho compramos um balcão, com espelho, para o banheiro social. Como nos mudamos em setembro, e as coisas foram se ajeitando aos poucos, somente no dia 30 de janeiro concluímos a instalação desse banheiro. Até então utilizávamos o banheiro da garagem. Imagine o tamanho da nossa surpresa ao descobrir que a cuba do balcão, que é muito bonito, tem problemas. Compramos o móvel pela metade do preço e a cuba, que custava 150 reais, foi cortesia.

Foto: reprodução
O problema é que a louça tem uma imperfeição no buraco onde encaixa o ralo e por isso, vaza. Nossa! Foi uma dor de cabeça e tanto até encontrar uma maneira de isolar essa "folga" da cuba para conseguir instalar o ralo. E vamos combinar, de que adianta um banheiro bonito se a torneira não pode ser usada? A saída temporária encontrada foi usar cola de cano PVC. Por enquanto está aguentando, mas tenho minhas dúvidas sobre a durabilidade do material. Acho que teremos que apelar para outro tipo de produto. Por isso, não leve a sério o ditado popular: cavalo dado a gente olha os dentes sim!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Rachaduras no muro

Rachaduras sempre aparecem onde existe problema de fundação. Para a construção da casa, caprichamos na qualidade das pedras e nas micro-estacas. No entanto, podíamos ter estendido essa característica também para o muro. Apesar de ter viga, duas rachaduras já apareceram, em menos de seis meses.

O conselho é, na hora de fazer a micro-estacas para a construção, reserve um dinheiro a mais para fazer duas ou três micros para o muro. E não adianta acreditar que o seu muro não vai sofrer com esse mal, com o tempo rachaduras vão aparecer, principalmente se existe trânsito de veículos pesados.