segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Depois de sete anos, o primeiro vazamento

O primeiro vazamento a gente nunca esquece, não é verdade? Tudo começou com a tarifa de água mais cara, com a cobrança de 9 metros a mais que o consumo habitual. Mexe daqui, olha dali, e chegamos a conclusão que pudesse ser uma torneira "cansada" do banheiro da rua, que volta e meia as crianças não fechavam direito. Trocamos a torneira, ficamos com a consciência tranquila e deixamos de observar o relógio. Estávamos errados.

Depois de usar a churrasqueira no domingo, com a temperatura abaixo dos 10 graus, na segunda-feira o local amanheceu ensopado. Havia uma poça gigante embaixo da churrasqueira, onde tem uma porta de madeira. O piso foi seco e não havia nada, nem rachaduras, nem manchas, nem uma gota d'água. O jeito foi chamar um profissional para achar o vazamento.

Ele veio no dia seguinte, na terça-feira, no mesmo momento em que chegou a nova conta de água. Dez vez, foram 35 metros a mais, com a cobrança de quase R$ 350,00.

O técnico localizou o vazamento, que estava embaixo da calçada externa, atrás da churrasqueira. Em uma emenda, o cano havia se desprendido, como se não tivesse mais cola ali. Por isso, o nosso pátio estava ensopado (e a gente achando que era por falta de sol). Por sorte, não foi em uma parede ou dentro de casa.

Sobre o valor da fatura, conseguimos um desconto de 40% com a companhia (Corsan) e o parcelamento em quatro vezes do valor restante. A nossa dica é: na dúvida, chame logo um técnico e não esqueça de acompanhar o movimento do relógio para verificar o consumo.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma casa para cadeirantes

Depois da casa própria, construímos uma casa para locação. O imóvel fica no mesmo terreno onde já existia uma outra moradia da família, também para aluguel. As duas unidades estão alugadas e coincidentemente para famílias com cadeirantes. Essa condição dos inquilinos obrigou a fazermos algumas adaptações na casa, como a construção de rampa e a colocação de uma porta maior nos banheiros, além da retirada do box, neste mesmo espaço.

Confesso que essa exigência dos locatários não foi um empecilho para o acerto do contato. No entanto, nos fez pensar sobre algumas questões. Se a porta do banheiro fosse 20 centímetros mais larga, o que não representaria um elevado custo no valor da final da obra, essa pequena reforma não seria necessária. Além de deixar a moradia pronta desde o princípio para receber todos os públicos.

Assim, fica a dica para projetos novos. Construa sua casa com aberturas maiores nos banheiros. A gente nunca sabe quando receberá uma visita de um cadeirante ou uma pessoa que utiliza andador. Também não sabemos o que o futuro nos reserva. É um investimento simples que poderá facilitar a mobilidade no futuro.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fim de mês é dia de descontos na construção civil

Não é novidade que as lojas têm metas de vendas para cumprir mês a mês, que são divididas entre os vendedores. Conforme o desempenho, eles recebem comissão, dando um plus no salário, e a loja ganha pontuação. Por isso a combinação de compra à vista no último dia do mês sempre rende bons descontos, ainda mais se a negociação ocorrer já no final da tarde, próximo do estabelecimento fechar.

 Fizemos três orçamentos de piso, azulejo, rejunte e argamassa para a casa de 65 metros quadrados. No primeiro local, com um material intermediário, o valor saiu R$ 2,7 mil. Nos outros dois, com material de mais qualidade, os orçamentos finais ficaram em R$ 3,5 mil. No dia 30 de setembro, às 17h50, chegamos na primeira loja para negociar a compra. (A intenção realmente era deixar a compra para o dia 30, mas o horário foi por conta da saída das crianças da escola).

Fizemos algumas alterações, trocando azulejos por outros de mais qualidade, assim como as pastilhas decorativas, enfim, organizamos um pedido o mais próximo possível das outras duas lojas que orçaram em R$ 3,5 mil. O resultado foi que chegamos o valor final de R$ 2,4 mil, à vista, com o frete, e ainda ganhamos um brinde. O vendedor ficou feliz e nós também. Assim, a dica é fazer vários orçamentos, juntar uma grana e segurar a onda para comprar no última dia do mês.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Construindo na divisa, junto à parede do vizinho

Dizem por aí que um vizinho pode ser o melhor amigo ou o ser pior inimigo. Para ficar com a primeira opção, é importante olhar para frente e se precaver de problemas futuros, especialmente quando o assunto é obra junto ao limite do terreno. A casa  foi planejada para aproveitar toda a área do terreno e por isso foi erguida na divisa com a área do vizinho. No entanto, já existe uma casa ali que também foi construída no limite.

Para garantir que as duas paredes (a nossa e a do vizinho) não sofram com infiltrações e umidade, a área foi impermeabilizada. A parede que recebeu o produto tem 10 metros de comprimento por 2,40 metros de altura, até a altura da cinta, ou seja, onde o telhado será erguido. O impermeabilizante utilizado foi o Vedapren Parede, com três demãos. Um balde de 18 quilos rende de 45 a 50 metros quadrados por demão e custa, em média, R$ 250,00.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Administrando os recursos próprios: de olho na LCI

O financiamento sempre surge como uma opção para quem deseja construir, especialmente por meio do Programa Minha casa, minha vida, com taxas de juros mais atrativas. No entanto, o investimento com recursos próprios é uma escolha que vale a pena, principalmente quando se tem um capital disponível. Apesar disso, qualquer obra normalmente apresenta um orçamento superior ao planejado no começo do projeto, o que vai exigir um equilíbrio financeiro da família.

A principal fonte de recursos deste projeto foi o dinheiro do FGTS e da rescisão de contrato por mudança de emprego. Apesar de ter uma boa quantia em mãos, a opção não foi sair gastando logo a grana. Como era preciso acertar os detalhes da planta e encaminhar toda a parte burocrática junto à prefeitura, o dinheiro foi investido. Depois de pesquisar o mercado financeiro e conversar com o gerente do banco, a escolha foi a Letra de Crédito Imobiliária (LCI). Entre as principais vantagens, além do rendimento que gira em torno de 0,9% ao mês, é a isenção do imposto de renda.

Parte do valor ficou investido cerca de seis meses e durante este período foi possível capitalizar recursos para quitar o projeto arquitetônico, por exemplo. Assim, esperar um pouco pode ser vantajoso em ambos sentidos, tanto para ter certeza do que construir como para ter mais capital.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um novo projeto: uma casa como negócio

O Diário de Construção está de volta! Depois de cinco anos, decidimos construir novamente. Mas dessa vez, a proposta é completamente diferente. A ideia é construir uma casa para alugar ou vender, conforme a proposta de negócio que se desenhar no futuro.

Ao contrário da primeira construção, que foi financiada, passou por todo um processo burocrático junto à Caixa Federal, e foi em um terreno vazio, essa obra terá outras características. Será com recursos próprios, em uma área onde já existe um imóvel, além de ter pessoas residindo na outra parte do terreno. Todas as questões relacionadas a desmembramento, documentação, compras em pequena quantidade e o jogo de cintura para lidar com os problemas que podem surgir, serão compartilhados aqui.

Uma grande caminhada sempre começa com um primeiro passo. Até a próxima!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A goteira misteriosa

Depois da primeira chuvarada com "C" maiúsculo confesso que fiquei com uma pontinha de saudades da casa velha. A moradia podia ter muitos defeitos, mas o telhado era de fé. Nunca havíamos registrado uma goteira. E na casa nova, com telhas do tipo classe "A", com manta térmica, uma goteira desafiava nossa paciência.

Toda vez que uma chuva com vento surgia começava a pingar a tal goteira. Subimos no telhado à procura de telhas quebradas e não encontramos nada. Pedimos para o funileiro conferir as calhas e não encontrou nada. Só a tal goteira continuava lá. Inclusive, por conta disso, perdi várias bacias de plástico que foram colocadas no sótão para proteger o forro. 

Até que um dia, por um acaso do destino, descobrimos a origem da goteira misteriosa. A casa tem três telhados, todos interligados e com níveis diferentes. Em cada emenda deveria ter sido instalada uma algerosa. Pois, é. Deveria, né! Acontece que na ligação entre o telhado mais alto e o intermediário não tinha algerosa. Descobrimos isso um ano e meio depois porque um pedaço da manta térmica se desprendeu. Agora sim. Pode cair canivete que goteira não é mais problema.