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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A goteira misteriosa

Depois da primeira chuvarada com "C" maiúsculo confesso que fiquei com uma pontinha de saudades da casa velha. A moradia podia ter muitos defeitos, mas o telhado era de fé. Nunca havíamos registrado uma goteira. E na casa nova, com telhas do tipo classe "A", com manta térmica, uma goteira desafiava nossa paciência.

Toda vez que uma chuva com vento surgia começava a pingar a tal goteira. Subimos no telhado à procura de telhas quebradas e não encontramos nada. Pedimos para o funileiro conferir as calhas e não encontrou nada. Só a tal goteira continuava lá. Inclusive, por conta disso, perdi várias bacias de plástico que foram colocadas no sótão para proteger o forro. 

Até que um dia, por um acaso do destino, descobrimos a origem da goteira misteriosa. A casa tem três telhados, todos interligados e com níveis diferentes. Em cada emenda deveria ter sido instalada uma algerosa. Pois, é. Deveria, né! Acontece que na ligação entre o telhado mais alto e o intermediário não tinha algerosa. Descobrimos isso um ano e meio depois porque um pedaço da manta térmica se desprendeu. Agora sim. Pode cair canivete que goteira não é mais problema. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A malandragem na colocação de basalto

Depois de quase um ano e meio morando na nova moradia conseguimos juntar uma graninha para fazer o calçamento de basalto ao redor da casa e na calçada da frente. Quando contratamos o serviço, parecia que tudo seria tranquilo e rápido. A promessa era a conclusão da obra em três semanas. Era verão e os dias de sol se repetiam. Mas depois que a empreitada começou os problemas apareceram. (A história é meio longa, mas vale a pena ler até o final  para se precaver e não ter a mesma dor de cabeça.)

Depósito de entulhos da obra
 Para começar, o empreiteiro veio com uma conversa de que a perda de basalto, ao invés dos 10% iniciais, era de 20%. Isso resultou na compra de mais 40 metros de basalto, além dos 100 já adquiridos. O detalhe é que pedimos para os pedreiros depositarem todos os cacos em um monte e, por mais folgado que fossem os cálculos, os restos amontoados não chegavam nem perto dos 10% de perda projetados inicialmente.

Outra dificuldade foi a execução da mão de obra. Se nos primeiros três dias o trabalho rendeu e os caras chegavam às 8 horas para saírem às 18 horas, nos próximos 45 dias a história foi outra. Não vinham trabalhar e nem sequer avisavam. Em dias de sol chegavam às 9h30, tomavam café e começavam o trabalho às 10 horas, para ir embora às 17 horas. Um corredor ficou em torno de 10 dias esperando pelo rejunte, o que resultou em várias pedras soltas. Outra "peculiaridade" é que, mesmo olhando para o céu carregado de nuvens pretas, os pedreiros faziam massa nova. O resultado foi um desperdício de cimento e muita areia porque a chuvarada estragava o material.

Mais uma combinação não cumprida foi a fiscalização da obra. O empreiteiro se comprometeu em visitar nossa casa e ir monitorando o trabalho dos pedreiros, a fim de atender nossas solicitações e fiscalizar o serviço. Acham que ele aparecia? Quando a gente ligava cobrando respondia que não ia gastar todo o seu tempo com visitas para monitorar o que seus contratados fazem. Espera aí! Não foi para essa tarefa que era pago?

Mas o fim da picada aconteceu no final da obra. Foi acertado que o piso do canil seria a última etapa da colocação do basalto e, justamente por ser um espaço dedicado aos cachorros, não precisaria de pedras bonitas ou uniformes. O espaço era para ser funcional.
Pedaço que faltava calçar
Acontece que ao longo da obra os pedreiros foram deixando uma pedra aqui, outra enterrada ali, além de jogarem para o monte de entulhos várias sobras que tranquilamente poderiam ser utilizados para o calçamento do canil. Como se observa na foto, o que faltava para ser colocado no espaço era uma área de aproximadamente 4 metros quadrados.

Mas para finalizar o calçamento os pedreiros pediram mais 3 metros quadrados de basalto. O detalhe é que, após juntarmos todas as pedras espalhadas e descartadas indevidamente, constatamos que havia muito mais de 3 metros quadrados rolando pelo pátio! Eu quero acreditar que não seja trapassa, mas fica difícil pois o empreiteiro ganha comissão sobre a quantidade de basalto vendido.
Pedras que foram descartadas pelos pedreiros
Outro detalhe causou muita indignação. Quando o caminhão chegou para descarregar a quantia comprada sem necessidade estava com uma carga fechada de 120 metros quadrados. O motorista retirou os meus 3 metros quadrados e seguiu viagem. Por isso as chances de quem recebeu o resto do material ter saído no prejuízo são grandes, pois essa pessoa comprou uma carga fechada e provavelmente vai receber a menos!

Por isso ficam algumas dicas preciosas.

-Acompanhe o descarregamento das pedras e, se precisar comprar uma nova carga, peça para acomodar o basalto em outro local. Assim você consegue controlar se a quantia descarregada é a mesma que a prometida.
- Jamais pague adiantado pela mão de obra.
- Armazene os sacos de cimento em local seco e que possa ser guardado por um bom tempo. Também vale você comprar o cimento. É possível parcelar em até 10 vezes. É mais barato e você faz o controle do material.
- Se não puder acompanhar a obra em tempo integral, faça visitinhas de surpresa.
- Diariamente confira o que é descartado de restos de pedra e, se for preciso, junte o basalto que está bom e recoloque no monte.
- Antes de autorizar o rejunte, confira se não há pedras soltas.

Prepara-se para: ficar com a casa completamente empoeirada, janelas imundas e sem ter um espaço para estender roupas por um bom período. Também você poderá encontrar algumas peças do piso da área quebrados e paredes externas manchadas por barro.

Leia também: Arrumar o pátio custa caro

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Depois de um ano...ainda há muito coisa por fazer

Dia 10 de setembro fez um ano da mudança e apesar de já terem passado mais de 365 dias, as caixas de livros continuam encaixotadas e o escritório desativado porque virou depósito. Como? É ilusão acreditar que a nossa casa nova será como aquela retratada pelos filmes ou novelas. Você chega e está tudo pronto, organizado, com tudo funcionando. Basta morar, para os problemas começarem.

Neste tempo, fizemos o muro dos fundos e construímos uma peça para guardar a bagunça, que está em fase de finalização. E, tudo, diga-se de passagem, com recursos arrecadados ao longo desse período. Pois a dívida do financiamento e dos fornecedores continua correndo. O próximo passo será o canil, depois a entrada de pedra para a garagem e a grama para o pátio. Se o tempo ajudar (climático e financeiro) os planos são terminar todas essas melhorias até o final de 2012.

Nesses 365 dias já queimaram duas lâmpadas do forro à vista, que é super alto, e ainda não foram trocadas, estragou a tomada do telefone da sala e a única que funciona está instalada no corredor (entrou na lista de coisas para arrumar), deu um probleminha na rede elétrica e o chuveiro social foi desativado, estando em funcionando apenas o da garagem (também entrou na lista). Isso sem falar que nesses dias chuvosos umas goteiras apareceram, apesar da manta términa e algerosas. Ah! Nosso filho e seus amigos ainda providenciaram várias manchas nas paredes brancas.

Diante dos fatos, talvez alguém pergunte: você gosta da casa nova? Claro, estou amando. Afinal de contas, a casa perfeita é onde se vive feliz!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As telhas estão mesmo pregadas?

Neste verão a região Metropolitana do Rio Grande do Sul foi premiada por vários temporais, que como principal característica, trazem chuvas e ventos fortes. Foi em um desses vendavais que pude testar a eficiência do meu telhado. Depois que a chuva cessou e o vento foi embora, o resultado foram algumas telhas quebradas e duas ou três goteiras espalhadas pela casa.

Após subir no telhado descobrimos que as telhas não estavam pregadas como deveriam, além das cumieiras não estarem cimentadas da maneira correta. O jeito foi contratar um pedreiro que cimentou novamente as cumieiras e pregou todas as meia-telhas (aquelas que ficam na beira) de novo. O pedreiro que contratamos para construir a casa utilizou pregos comuns na primeira fixação das telhas. No entanto, esse tipo de material não é eficiente e basta um vento mais forte para tudo sair voando. O recomendado é utilizar pregos com borracha, que fixam mais. Eles são mais caros que os comuns, mas vale a pena. 

Ah! E não se iludam, pois não existe casa perfeita. Em outro post falo mais sobre isso. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desconfie de produtos de cortesia

No mês de julho compramos um balcão, com espelho, para o banheiro social. Como nos mudamos em setembro, e as coisas foram se ajeitando aos poucos, somente no dia 30 de janeiro concluímos a instalação desse banheiro. Até então utilizávamos o banheiro da garagem. Imagine o tamanho da nossa surpresa ao descobrir que a cuba do balcão, que é muito bonito, tem problemas. Compramos o móvel pela metade do preço e a cuba, que custava 150 reais, foi cortesia.

Foto: reprodução
O problema é que a louça tem uma imperfeição no buraco onde encaixa o ralo e por isso, vaza. Nossa! Foi uma dor de cabeça e tanto até encontrar uma maneira de isolar essa "folga" da cuba para conseguir instalar o ralo. E vamos combinar, de que adianta um banheiro bonito se a torneira não pode ser usada? A saída temporária encontrada foi usar cola de cano PVC. Por enquanto está aguentando, mas tenho minhas dúvidas sobre a durabilidade do material. Acho que teremos que apelar para outro tipo de produto. Por isso, não leve a sério o ditado popular: cavalo dado a gente olha os dentes sim!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Rachaduras no muro

Rachaduras sempre aparecem onde existe problema de fundação. Para a construção da casa, caprichamos na qualidade das pedras e nas micro-estacas. No entanto, podíamos ter estendido essa característica também para o muro. Apesar de ter viga, duas rachaduras já apareceram, em menos de seis meses.

O conselho é, na hora de fazer a micro-estacas para a construção, reserve um dinheiro a mais para fazer duas ou três micros para o muro. E não adianta acreditar que o seu muro não vai sofrer com esse mal, com o tempo rachaduras vão aparecer, principalmente se existe trânsito de veículos pesados.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E os passarinhos fizeram arte

A gente está careca de ouvir e de saber que o homem ocupa cada vez espaços que não são seus. Dessa forma, os verdadeiros donos, que são os animais, precisam encontrar outra maneira de sobreviver e onde se abrigar. O loteamento onde moro hoje era um grande potreiro, embora estivesse localizado dentro de uma área urbana. Depois que a terra foi transformada em zona residencial a bicharada ficou sem ter para onde ir. E alguns passarinhos decidiram se abrigar no telhado no portão de peso da minha casa.

Os espertinhos foram até os fundos do pátio, pegaram os pelos soltos dos cachorros e aproveitaram os buracos da telha para fazerem ninhos. Além disso, diariamente "autografam" o meu muro e partes da parede. Adoro passarinho. Mas prefiro que eles façam seus ninhos em outros locais. Para evitar que as aves se acomodem em espaços assim e também façam do forro da casa seu novo lar, o único jeito é instalar passarinheiras. São vendidas por unidade. O modelo para telhas portuguesas, de cerâmica, é vendido em média por um cada. 


Já para não deixar os passarinhos sem opção, a dica é escolher um canto do pátio e colocar aquelas casinhas de madeira, fabricadas especialmente para as aves. Assim você continua a ouvir o cantarolar dos bichinhos e ainda não deixa ninguém sem lar.