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sábado, 10 de dezembro de 2011

Rachaduras no muro

Rachaduras sempre aparecem onde existe problema de fundação. Para a construção da casa, caprichamos na qualidade das pedras e nas micro-estacas. No entanto, podíamos ter estendido essa característica também para o muro. Apesar de ter viga, duas rachaduras já apareceram, em menos de seis meses.

O conselho é, na hora de fazer a micro-estacas para a construção, reserve um dinheiro a mais para fazer duas ou três micros para o muro. E não adianta acreditar que o seu muro não vai sofrer com esse mal, com o tempo rachaduras vão aparecer, principalmente se existe trânsito de veículos pesados.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E os passarinhos fizeram arte

A gente está careca de ouvir e de saber que o homem ocupa cada vez espaços que não são seus. Dessa forma, os verdadeiros donos, que são os animais, precisam encontrar outra maneira de sobreviver e onde se abrigar. O loteamento onde moro hoje era um grande potreiro, embora estivesse localizado dentro de uma área urbana. Depois que a terra foi transformada em zona residencial a bicharada ficou sem ter para onde ir. E alguns passarinhos decidiram se abrigar no telhado no portão de peso da minha casa.

Os espertinhos foram até os fundos do pátio, pegaram os pelos soltos dos cachorros e aproveitaram os buracos da telha para fazerem ninhos. Além disso, diariamente "autografam" o meu muro e partes da parede. Adoro passarinho. Mas prefiro que eles façam seus ninhos em outros locais. Para evitar que as aves se acomodem em espaços assim e também façam do forro da casa seu novo lar, o único jeito é instalar passarinheiras. São vendidas por unidade. O modelo para telhas portuguesas, de cerâmica, é vendido em média por um cada. 


Já para não deixar os passarinhos sem opção, a dica é escolher um canto do pátio e colocar aquelas casinhas de madeira, fabricadas especialmente para as aves. Assim você continua a ouvir o cantarolar dos bichinhos e ainda não deixa ninguém sem lar. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Batentes para portas e janelas


Que levante a mão quem nunca deixou uma porta bater ou fechou uma janela com força demais a ponto dos vidros quase trincarem. Pois, é! Todo mundo passa por isso. Mas quem tem crianças em casa ou mora em regiões com fortes ventos enfrenta essa situação diariamente. Para evitar que as esquadrias sofram avarias por conta de fortes batidas a solução é diminuir ao máximo a força do impacto.


Para as janelas a dica é colocar uma borrachinha. As esquadrias vendem o material em metro e caso não esteja previsto no orçamento, negocie para que a empresa coloque. No caso das portas, além das borrachas no esquadro. também é legal instalar "tranca porta" (batente). No mercado existem vários modelos. O interessante, na hora de escolher o modelo é pensar que, provavelmente, alguém poderá bater o pé no batente. Por isso, prefira prendedores de porta arredondados para que, caso aconteça alguma batida, o distraído não sofra tanto. O modelo da foto, que é importado da China, custou dez reais.

Instalação do aquecedor elétrico e purificador de água

O sonho de quem lava a louça no Sul no Brasil é ter água quentinha saindo da torneira. Nós optamos em comprar um aquecedor de água, ao invés de instalar uma torneira elétrica. Comprei uma torneira mono muito bonita que até hoje não consegui instalar (dois meses depois da mudança). Isso acontece porque a torneira deve ser interligado com o aquecedor que, por sua vez, precisa ser instalado no cano da água. E lá em casa tivemos um pequeno problema que ainda não foi resolvido.

Como não deve ficar a pia. Atrás do cano branco, está mangueira que leva água até a torneira. Nesse lugar deveria ser instalado o aquecedor, mas não será possível porque a cuba é muito funda.
E aí vem a dica preciosa. Quando for planejado o local onde será colocado o cano da água da cozinha e se, caso a ideia seja instalar um aquecedor elétrico, a saída do encanamento não pode ficar atrás da cuba da pia. O espaço vai ficar curto e será complicado conseguir o ajuste perfeito da rosca do aquecedor no cano. E utilizar uma extensão de PVC também não é a melhor saída, pois será necessário fixar o aquecedor (de alguma maneira) no balcão para o aparelho não fique solto. Também não dá para esquecer de deixar uma tomada de energia disponível dentro do balcão da pia para poder ligar o aquecedor.
Como deve ser. A água entra pelo aquecedor direto, para depois chegar à torneira.
Foto: reprodução


Outro conselho é sobre a futura instalação de um purificador de água, daqueles que a água sai do encanamento e entra direto no aparelho. Se a torneira for embutida na bancada e ainda tiver um aquecedor, será preciso outra saída de água para utilizar esse aparelho. Dessa maneira, não custa, lá dentro da pia, ter um encamento extra, isolado por um tampão, planejado para se um dia essa necessidade surgir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ainda em atividade

Oi pessoal! O post é só para avisar que o blog continua. Estava de férias (merecidas) e ainda nesta semana vou publicar novas dicas. Abraços a todos os construtores.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Antes de liberar o eletricista, teste as tomadas

Um mês de casa nova e mesmo assim sinto que muitas surpresas virão pela frente. A última foi em relação ao funcionamento dos interruptores de luz. Quando o eletricista realiza a instalação a gente tem o hábito de deixar várias coisas para testar depois. Isso ocorre porque realmente algumas lâmpadas e luminárias serão instaladas após a mudança. Aí é que está o problema.

Faz alguns dias que instalamos as luminárias externas (antes havia somente as esperas) e adivinhe? Duas não ligam. E o problema não está na lâmpada. Já testamos todos os interruptores e nada. Também tem outro probleminha. A porta dos fundos tem várias vidros e à noite, não enxergamos de dentro pra fora. Bastaria acender a lâmpada. Mas o interruptor ficou na área externa.

Por isso só libere o eletricista quando ter certeza de que tudo está funcionando e funcionando do jeito que você precisa, o que não é necessariamente o desenho do projeto elétrico. Assim, por mais que você tenha pressa, reserve um período para ir até a construção e, junto com o profissional, ir revisando um a um todos os pontos de luz. Uma dica para conseguir fazer isso é não pagar pelo serviço todo de uma vez, pois o eletricista fica obrigado a voltar para buscar o dinheiro.

Foto: reprodução

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Chapéu para o pilar de concreto

Construir o pilar para instalar a grade é tarefa fácil e qualquer pedreiro consegue fazer. Agora conseguir garantir um acabamento bonito e moldar o "chapéu" não é qualquer tarefa realizada por todos. Até existem empresas especializadas em produzir essas peças, seja em formato de chapéu ou de esfera. Mas são poucas no mercado e o preço é salgado, se for levado em conta a quantidade de material necessária para confeccionar o acabamento. 
O meu pedreiro tentou fazer o chapéu de inúmeras maneiras. A única que deu certo foi por meio de uma forma, feita de madeira. Após fazer a massa, foi colocado um pedaço de lona preta dentro da forma e derramada a massa. Foi preciso alguns dias para que o cimento secar. Depois, a peça foi fixada em cima no pilar e o acabamento final feito com nata de cimento. 
Essa é uma operação relativamente simples, mas que demanda tempo. Por isso, assim que começarem os acabamentos da casa, já diga para o seu pedreiro iniciar a produção dos chapéus. Assim, quando chegar a hora de construir os pilares, as peças estarão prontas. No meu caso, como essa operação começou quando a obra estava praticamente concluída, ainda restam três peças para serem colocadas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Drenagem do terreno

As covas foram feitas. Só falta colocar os canos.
Só quem curte água no pátio é sapo. Aqui no Rio Grande do Sul, além da umidade, durante o inverno é preciso conviver com vários dias de chuva, o que deixa o solo muito encharcado e não há terra boa que consiga absorver tanta água. Pensando nisso, é bom dar um caprichada na drenagem do terreno para não ter que conviver com água empoçada no jardim, na entrada da garagem e no pátio dos fundos.

Depois da instalação das calhas, colocamos canos de 100 milímetros no fim de cada descida. Para isso foi construído com tijolos uma pequena caixa coletora, que terá uma tampa de concreto e uma grade para que a água caia ali. Dessa maneira a água é captada e levada para a rede coletora externa. Foram mais ou menos 40 metros de cano de PVC. É um investimento que vale a pena, pois garante a drenagem da área. Mas para poder fazer essa melhoria, mesmo que seja mais tarde, também é preciso planejamento. Por exemplo: se a construção está no meio do terreno, foi erguida no limite da área (em cima do muro) e você deseja com o tempo fazer um puxadinho lá nos fundos, já deixe uma espera para que a água desse novo telhado também seja escoada. Lembrando que os canos irão passar por baixo da edificação já existente.

Caso isso não seja planejado, o problema será o mesmo enfrentado pela minha mãe. A construção foi feita na divisa e hoje empoça muito água na parte dos fundos e infelizmente não há como escoar essa água toda. Além de provocar erosão no terreno, ainda deixa a horta sempre encharcada.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Granito: se faltar silicone, terá vazamento

Faz duas semanas que me mudei e desde então convivo com uma dificuldade que só me traz dores de cabeça. A pia, novinha, instalada no dia da mudança, apresentava vazamentos. O problema não estava nos armários, que são de madeira, mas na bancada de granito. Ocorre que o marmoeiro fez o serviço de qualquer jeito e não passou silicone em todas as juntas.

Daí o resultado foi desastroso e a água vazava por todos os cantos. A colocação, que foi feita sem os mínimos cuidados e com pressa de terminar, demorou 45 minutos. Agora a operação de desmontagem e o novo isolamento com silicone foi realizada em quase 2h30.

Mas o pior dessa história não foram as panelas molhadas, a louça que não pôde ser limpa ou a madeira que ficou encharcada, mas o descaso no atendimento pós-vendas. Fiz a compra da pia na Dolan Marmoaria, em São Leopoldo, que inclusive, já mudou de novo. Não recomendo esse estabelecimento nem ao pior dos meus inimigos.

Depois dessa novela, seguem alguns toques sobre a instalação de um móvel em granito.

Depois do vazamento, foi aplicada uma boa camada de silicone
- Antes de fixar a pedra, observe se todas as emendas foram coladas com silicone. É preciso ser uma aplicação generosa, e não apenas um lambuzo.
- Observe se as pedras da bancada da pia e do fogão foram alinhadas, pois até o granito fica fora de esquadro. 
- Quando o marmoeiro tirar as medidas para fazer a pedra, certique-se que ele também levou em conta o esquadro da parede, que normalmente não é reto. 
- O silicone precisa de 12 horas para secar totalmente. Antes disso, não utilize a pia para lavar a louça. 
- Para realizar a colagem para um medida de 2,20 metros de bancada, mais 3 metros de espelho, foram gastos dois tubos de silicone. Observe se o instalador economiza no produto ou usa o que é realmente necessário para garantir uma boa vedação.

- Existe um impermeabilizante para granitos. O produto garante que o brilho da pedra permaneça por mais tempo. Normalmente quem utiliza essa pasta são as marmoarias, que compram em baldes de 5 litros, por preço médio de 300 reais. No entanto, alguns estabelecimentos vendem para seus clientes uma menor quantidade. A dica é passar o impermeabilizante uma vez por mês. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Ficou pronto o balcão americano

Depois de instalado o balcão americano, com estrutura de tijolos, armário de MDP e tampão de granito, seguem algumas considerações. 

- Quando se constrói uma bancada de tijolos com a intenção de instalar armário embutidos é preciso levar em conta que as paredes não ficam completamente retas.

- Para o acabamento ficar bonito e de melhor qualidade utilize massa corrida.

- No momento em que for instalado o tampão de granito, esteja presente. A bancada pode estar torta e como a pedra normalmente tem ângulo perfeito, talvez sejam necessários ajustes. E se você não pedir, o marmoeiro dificilmente se dará ao trabalho de fazer.
As caixas em cima da bancada são por conta da mudança.
Na parte inferior será colocado granito, para combinar com a bancada.

- Uma vez que os armários embutidos sejam colocados abaixo da bancada, eles ficarão fixos. Para retirá-los, provavelmente será preciso danificar alguma peça. 

- É importante que o ambiente onde está a bancada tenha sido hipermeabilizado de maneira adequada. Caso contrário, o balcão de madeira ficará úmido e, com tempo, danificado. 

- Armários para bancadas de tijolos somente sob medida e produzidos por profissionais de confiança. Eu escolhi a Móveis Fertais, empresa ligada a Móveis Bartzen. O atendimento é nota 10, inclusive, no pós-vendas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Limpeza do porcelanato

O porcelanato, embora seja um produto mais resistene comparado ao piso de cerâmica, é sensível e precisa de cuidados especiais. O principal deles é em relação aos produtos de limpeza que podem ter ações corrosivas e provocar manchas. Antes de me aventurar na faxina conversei com um colocador de pisos profissionais. Aprendi que, por exemplo, canetinha hidrocor é um veneno para o porcelanato. Depois que o seu baixinho rabiscar o chão com ela, a mancha vai fazer parte da família. 

Olha como ficou o piso lá de casa.
Mas a dica mais valiosa e eficiente é sobre o produto ideal para tirar manchas e deixar o piso limpinho, com cara de novo, sem rastros dos pés dos pedreiros ou restos de areia, cimento e barro. Depois de varrer e retirar todos os resídios, a recomendação é passar um pano úmido, sem nada dentro d´'agua, para tirar o pó que ficou impregnado no chão. Após, faça um empréstimo de utensílios da cozinha. 

Utilize detergente e uma esponja (já em uso porque assim a parte verde está macia e não riscos de arranhões) e mãos e braços à obra. O piso fica um brinco. É verdade que a operação cansa bastante, mas o resultado compensa. Riscos de pregos, manchas de cimento e a sujeira do rejunte são retiradas pelo detergente. E além do mais, tem outra vantagem. Normalmente os produtos de limpeza são caros e um vidro de detergente líquido neutro você compra por um real. Boa limpeza!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Registros hidráulicos independentes

Encanamento sempre é algo complicado e delicado em qualquer casa. Quando ocorre algum imprevisto, pode saber que vem problema pela frente, acompanhado de vazamentos, paredes quebradas e muita dor de cabeça. Somente após o segundo dia de endereço novo pude ter água jorrando pelas torneiras. Por quê? Ocorreu um pequeno problema com a instalação da torneira e com o aquecedor de água. 

Por algum motivo, que ainda não descobrimos qual foi, o aquecedor elétrico e um dos caninhos da torneira estavam jorrando água. Como a pia da cozinha é o único local da casa onde não instalamos registro de água e, por conta do tamanho da cuba, não foi possível colocar um tampão no cano, o jeito foi desligar a água e comprar uma torneira simples para instalar provisoriamente no lugar da elétrica.

Então você já sabe. Onde tem torneira ou saída de água, como chuveiro, máquina de lavar e vaso sanitário, instale um registro hidráulico exclusivo para cada cano. Assim você não corre o risco de precisar pedir água para o vizinho e tomar banho na casa de parentes.

Já conhece o Papo de Buzum? Esse é um blog que conta divertidas histórias de quem anda de ônibus.  

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Esquadrias precisam de ajustes

Engana-se quem pensa que depois de janelas e portas instaladas não é preciso mais nenhum tipo de ajuste. O marceneiro, em um primeiro momento, coloca as aberturas para que a casa possa ser fechada e assim, garantir o andamento da obra, com a instalação dos pisos e acabamentos e fiação elétrica. Só por fazer essa operação em um único dia, o ajuste já seria uma necessidade. Mas depois disso vem o pintor e desmonta a metade das peças, para dar o acabamento. Após pintar, ele mesmo recoloca as peças no lugar e são raríssimos os casos em que esse profissional consegue o encaixe perfeito das portas e janelas. 

O jeito é garantir o serviço de reajuste na hora de encomendar as esquadrias. Só na minha casa fiz uma listinha de uns 20 itens para o marceneiro resolver, desde chaves que não davam duas voltas completas até janelas que ficaram emperradas e não abrem mais. Agora imagina o problema de quem comprou aberturas prontas, direto da madeireira. Só com reza braba para as aberturas abrirem e fecharem sem ranger e ainda não ficarem tortas.

Leia também Prefira esquadrias sob medida  e A difícil missão de escolher as esquadrias

Comentário: minhas esquadrias são em louro vermelho, feitas pela Futurarte. No post sobre escolha das esquadrias você encontra o contato. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E quando a cor da tinta sai de linha?

A novela da construção está longe de chegar ao fim. E na semana passada tive mais uma surpresa desagradável. O pintor pediu mais tinta externa, pois por conta da sujeirada gerada pela obra do anexo, as paredes novinhas ficaram horríveis. Lá fomos nós para a loja comprar mais uma lata de 18 litros. Mas ao solicitar a cor, a resposta do vendedor foi essa: "A fábrica não faz mais. Saiu de linha!" E agora? 

Foto: reprodução
E o pior é que o vendedor da Renner, marca da tinta, sabia que essa mudança ocorreria e mesmo assim nos vendeu o produto, sem informar esse pequeno detalhe. Como resolver? Ficamos quase uma hora olhando as tabelas de cores das demais marcas até encontrar uma semelhante. Para não impactar tanto no visual da casa, decidimos que a pintura de arremate será feita com a tinta que sobrou, da Renner, e o anexo inteiro será pintado com a nova cor, da Sherwin-Williams.

Anote aí mais uma dica preciosa: certifique-se que a cor escolhida é vendida por todos os fornecedores da marca, ou seja, não é exclusividade de apenas uma loja, e que a tonalidade não sairá de linha. Também sempre compre tinta a mais, antes sobrar do que faltar.

Por mais semelhante que seja a cor, sempre fica uma diferença.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dicas sobre o granito

Preto Absoluto.  A opção é o preto São Gabriel
Para garantir um acabamento bonito nas aberturas e ainda dar uma forcinha para a conservação de portas e janelas a dica é instalar pingadeiras e soleiras de granito. Nas minhas visitas à marmoarias fiz uma descoberta e tanto. Ao contrário do que muita gente pensa granito e mármore são praticamente a mesma coisa. A diferença está na cor: tudo que for branco é mármore e as pedras de outras cores são granito. Outra coisa que é crucial na hora de escolher o modelo é o preço. Tudo que é absoluto custa muito, mas muito mais caro. Enquanto o granito preto São Gabriel custa 210 reais, por exemplo, o preto absoluto é de duas a três vezes mais. 

O maior estado extrator de granito é o Espírito Santo. Mais de 90% dos investimentos do parque industrial brasileiro do setor de rochas ornamentas são realizados no Espírito Santo. Os capixabas se tornaram referência mundial em mármore e granito e líder absoluto na produção nacional de rochas. Por isso, se você mora pelas bandas do Sudeste, tente negociar um bom preço, pois o fornecedor está aí do lado. Confira outros números:

■ 50% da produção de todo o mercado nacional.
■ 65% das exportações brasileiras.
■ Maior produtor, processador e exportador do Brasil.
■ 1,6 milhão de toneladas de blocos e chapas exportadas.
■ Maior reserva de mármore do país.
■ 130 mil empregos diretos e indiretos.
■ 800 mil metros cúbicos de rochas extraídas anualmente. 
(Fonte: Vitória 2012 Stone Fair)

E na hora da escolha, o que levar? A cozinha e o banheiro são os ambientes onde normalmente se instalam bancadas de granito. Esses dois locais ainda permitem uma troca, mas mesmo assim é um investimento alto para não ser permanente. Por isso leve em conta duas coisas na hora da escolha da pedra: a cor dos móveis e do revestimento do chão e parede. 

Já para as soleiras e pingadeiras a regra é outra. Quanto mais claro, melhor. Por quê? Como disse um dos marmoeiros "o claro dificilmente briga com alguém". Se a cor do granito for preta, por exemplo, limita a escolha da cor das paredes externas. Agora se o granito for claro, pode trocar o visual externo a qualquer momento que as pingadeiras e soleiras não serão problemas. Na minha casa escolhi o branco siena. Além de combinar com a pintura externa, não interferiu na troca de ambientes, quando o modelo de piso muda de um espaço para o outro. 
Branco Siena

Leia também o Papo de Buzum

Fotos: reprodução

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sensor de presença e portão eletrônico

Tem coisa mais desagradável do que você chegar em casa à noite, em um dia de chuva e ter que descer do carro para abrir o portão e ainda perder um tempão procurando a chave? Essa é uma situação que muitas pessoas enfrentam, mas que, durante a construção da casa nova, poderá se tornar coisa do passado. Assim que me mudar o portão eletrônico e lâmpadas com sensores de presença serão duas novidades que farão parte da minha vida. 

O motor de um portão de contrapeso custa em média 450 reais. Levando em conta a relação custo-benefício é um investimento que vale a pena. Já os sensores de presença ou de luminosidade (consulte o eletricista para saber a melhor opção) podem ser encontrados com valor a partir de 27 reais, dependendo do modelo. O portão eletrônico realmente leva mais em conta a comodidade, mas as lâmpadas que se acendem quando alguém se movimenta é uma questão de segurança. 

Lá em casa instalamos três desses equipamentos: um na casinha do portão da frente, outro no muro lateral frontal, local onde existem três lâmpadas, sendo uma delas com sensor, e um terceiro na parede que dá para os fundos do pátio. Quem sabe vale a pena gastar menos com móveis novos e objetos de decoração para investir nesses itens.

Consulte também: Disjuntores, luz no forro e lâmpada de emergência

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Confira se existem telhas quebradas

Quando cheguei na obra, há duas semanas, tive uma surpresa pra lá de desagradável. A porta da lavanderia e o forro da garagem, recém colocados, estavam completamente ensopados. Isso aconteceu porque duas telhas de barro foram quebradas e ninguém trocou. A casa ficou fechada de sexta-feira à noite até segunda-feira pela manhã e a chuva não deu trégua no fim de semana inteiro.

A chuva molhou o forro, a porta e todo o piso da garagem.
Não sei se as telhas foram quebradas pelo pedreiro ou pelo senhor que colocou as calhas. Só sei que tudo ficou encharcado. Depois desse episódio pedi que o pedreiro revisasse outros pontos do telhado. Adivinha? Mais uma telha rachada. Fica aí o conselho: terminou de colocar as calhas, antena de tevê e outros equipamentos que exijam locomoção sobre o telhado, verifique se não há nada quebrado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Arrumar o pátio custa caro

Fim de obra, casa pronta, tudo certo para se mudar. E o pátio? Você olha em volta e só vê restos de sacos de cimento, latas de tinta, toco de madeira, pregos tortos e muito, mas muito barro. Como se mudar para um casa novinha com o pátio desse jeito?


Caco de basalto
Para fazer o calçamento, por exemplo, uma das opções é a pedra basalto: resistente e bonita. A pedra tem três formatos e por isso três valores diferenciados. Para o caco (retalhos não uniformes), R$ 15, o metro quadrado; a pedra cerrada (50x50 cm, cortada manualmente), R$ 30, o metro; e a retificada (50x50 cm, cortada mecanicamente), R$ 50, o metro. Nova Prata (RS) é a capital nacional do basalto e como todo o material vem de lá, a variação no preço praticamente não existe de um fornecedor para outro. Já a colocação do calçamento vale a pena pesquisar. Para o caco, em média, o pedreiro cobra R$ 20, o metro, e para a pedra quadrada, de R$ 10 a R$ 15.

Mas ainda tem a grama e os detalhes do jardim. O metro da grama esmeralda, por exemplo, varia de R$ 10 a R$ 12. Já os pés de bromélia, flor super resistente, ideal para quem não tem tempo para muitos cuidados, varia de R$ 20 a R$ 80, a unidade, dependendo do tamanho e da espécie. Se a grana está curta, o jeito é por enquanto improvisar com pedra brita, por R$ 45, o metro cúbico.
A grama esmeralda é muito utilizada em campos e jardins

Fotos: reprodução

Atualização: em 2013 o preço do caco de basalto é de R$ 17 e a colocação da pedra, por metro quadrado, custa em média R$ 23.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Impermeabilize as vigas do muro e evite problemas

Arrumar encrenca com a vizinhança é coisa que ninguém quer, ainda mais quando se é morador novo no pedaço. Uma das dicas para evitar futuros aborrecimentos é prestar o dobro de atenção em obras construídas no limite entre os dois terrenos. Isso vale tanto para a edificação da casa quanto para os muros. Um conselho precioso é a realizar a impermeabilização. Somente assim a umidade não causa problemas e depois ninguém terá que ouvir coisas do tipo "por causa da tua obra minha parede está descascando e o chão parece uma piscina" e por aí vai. 

Aqui passamos hidroasfalto somente na viga onde está construída a parede da garagem.
Passe hidroasfalto nas vigas que ficam nos limites dos terrenos.  Um balde de 3,6 litros custa em média R$ 45. E se o seu vizinho não fez o mesmo procedimento no lado do terreno dele, ofereça você mesmo esse serviço. Isso ocorre principalmente quando o muro já estava lá e quem está em obras aterra o terreno até a altura da viga. Garanto que é um investimento pequeno diante da dor de cabeça que poderá evitar.

Leia também Umidade: não conviva com ela e Aterro o terreno antes da construção do muro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Proteção contra os cupins

Cupim é uma praga indesejável que pode atingir qualquer construção. Por isso não dá para facilitar a vida desse inseto e proteger a madeira de possíveis ataques é fundamental. A minha casa tem as esquadrias e o forro de madeira (à vista), o que deve representar entre 30% e 40% do valor da obra. Então o jeito foi investir em produtos que garantam o maior tempo de durabilidade à madeira.

Em relação às esquadrias, não foi preciso pegar pesado, porque a madeira já veio tratada da fábrica. Mas o forro, guias, pontaletes e outras peças foram super protegidas contra o cupim. Utilizamos óleo diesel, pentox e osmocolor. O óleo diesel pode ser comprado no posto de combustíveis. O único problema é na hora de passar o produto. É preciso ter cuidado para não sofrer intoxicação e além disso, usar uma roupa bem velha, pois o cheiro é forte.

Depois foi a vez do Pentox. Esse é um produto recomendado para tratamento preventivo, possui baixa toxicidade e ação hidrorrepelente, que controla a absorção de umidade, reduzindo empenamentos e rachaduras na madeira. Além disso,oferece alta fixação do inseticida e a cor é incolor, ou seja, não altera as características da madeira. Uma lata de 18 litros custa em média R$ 220.

Por último, já na hora do acabamento, usamos o Osmocolor. É melhor que o tradicional verniz. Com duplo filtro solar, dá à madeira um leve toque amarelado. O produto penetra nos veios da madeira e acompanha os movimentos naturais, o que inibe o aparecimento de trincas superficiais. Outra vantagem é na hora de pintar novamente, pois não é preciso remover a camada anterior do produto, ao contrário do que acontece com vernizes, tintas e esmaltes. A fórmula também é fungicida. O preço da lata de 18 litros tem preço bem variado. Já comprei por R$ 195 e por R$ 340. Vale a pena pesquisar.

Foto: reprodução

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aproveitando a água da chuva

São Pedro abriu as torneiras sobre o Rio Grande do Sul e esqueceu de fechá-las. Diante de tanta água, decidi comentar sobre o aproveitamento da água da chuva. Nos países desenvolvidos ter cisternas e sistemas de coleta para água da chuva é obrigatório, além de ser uma necessidade. Na casa onde moro atualmente já realizo, de uma maneira meio artesanal, o armazenamento dessas águas. Utilizo para fazer limpeza da casa, lavar o carro e lavar roupa.

Na casa nova a utilização desse recurso natural foi previsto no projeto. Temos dois sistemas independentes de encanamentos: uma para água tratada e outro para água da chuva. A água da chuva é utilizada para dar descarga nos vasos sanitários, além de ir para três torneiras: uma nos fundos, outra na lavanderia e a terceira em frente à casa. Quando a caixa estiver vazia, basta operar os registros e liberar a circulação no outro encanamento.


A coleta é feita por uma calha, instalada numa área de 7,80 metros quadrados, no telhado do fosso. Pode parecer pouco, mas uma trombada d'água foi suficiente para quase encher o reservatório de 1 mil litros. Outra dica para economizar água é instalar vasos sanitários com descarga para 3 e 6 litros.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Calçada é depósito de material?

Acomodar o material de construção durante a construção é tarefa que exige organização e cronograma. O problema é que muita gente deposita pedra brita, areia e tijolo no primeiro espaço livre que vê pela frente. Embora a calçada seja responsabilidade do proprietário, o passeio é público e o trânsito de pedestres deve ser livre.

E aí vai a perguntinha: como está a calçada em frente ao terreno onde você está construindo? Confesso que, no meu caso, está um caos. Como o loteamento é novo e ainda existem vários terrenos baldios, duas ou três casas apenas têm calçada. Mas em locais onde existem residências há mais tempo e o tráfego de pessoas é intenso, é preciso prestar atenção e agir diferente (como é caso da foto aí ao lado). O ideal é apenas descarregar o material e logo recolher para dentro do terreno. Caso não seja possível, a dica é colocar um cordão de isolamento e liberar pelo menos parte do passeio.

Também não dá para descuidar da limpeza. Após descarregar os produtos, é preciso deixar o local limpo, sem barro e restos de pedra. A maioria das pessoas que estão em construção não dão a mínima para isso. Mas se coloque no lugar de quem é cadeirante ou uma mãe com filhos pequenos. O local de pedestre é na calçada e não dividindo espaço com os veículos.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia reportagem sobre normas para construção de calçadas

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Feira de material de construção em Porto Alegre

Amanhã começa em Porto Alegre, na Fiergs, o maior encontro de construção civil da região sul. É a 14.ª Feira Internacional da Construção- Construsul, que vai até o dia 6 de agosto, das 14 às 22 horas. São 7.500 metros quadrados onde estarão mais de 500 expositores, para um público esperado de 70 mil pessoas.

Há estacionamento em uma área na Avenida Assis Brasil, pouco antes da Fiergs, com mais de 3 mil vagas e vans para transportar os visitantes até o portão de acesso da feira. 

O tema deste ano do evento é a Sustentabilidade.Conforme o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, é possível reduzir entre 30% e 40% o consumo de energia e água, aplicando práticas modernas e sustentáveis no setor da construção civil. 

O legal desse tipo de feira não é nem tanto fazer compras, mas conseguir contatos. Guarde todos os cartões, telefones e e-mails . Tudo mais tarde poderá servir.

Casinha para o portão da frente

O tempo não tem ajudado muito no Rio Grande do Sul e nos últimos dez dias a obra praticamente ficou parada. A foto é da casinha para o portão de peso e por incrível que pareça até para esse "acessório" é preciso reservar dinheiro no orçamento e tempo para o planejamento. O telhado tem quatro telhas de barro. A ideia original era fazer com cinco peças para que o local funcionasse também com um abrigo eficiente para escapar da chuva. 

Ocorre que para fazer uma cobertura com cinco telhas é preciso deixar uma distância maior da casa. A construção seguiu os padrões e está a quatro metros da calçada. Esse espaço é suficiente somente fazer uma casinha do jeito que está aí. Uma estrutura maior entraria em conflito com o outro telhado. Mais um detalhe: a cobertura da casinha é estendido para a lateral a fim de cobrir o portão pequeno que será instalado. O amadeiramento da casinha também seguiu os padrões dos peitos de pombo das caixas externas da casa. 
Depois que construi a casinha, percebi que existem outros modelos. Alguns, inclusive, todos de concreto. Outra coisa que pode ser diferente é que o portão pequeno em ângulo e, dessa forma, o abrigo para a chuva ser mais eficiente.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Detalhes que fazem a diferença

Sou da filosofia mais com menos. Por conta disso, os detalhes da casa seguem essa mesma linha. Não há nada de extravagante, apenas revestimentos diferentes para melhorar o ambiente. O meu conselho é que ao invés de investir em decoração super cara, você aposte em coisas diferentes aqui e ali. Com certeza vai ficar elegante. A primeira foto é da área da frente. 
É um espaço pequeno e o piso, embora agora não pareça porque está sujo de barro, lembra o branco. Para não ficar com cara de morto, coloquei essas pequenas peças de 10x10 centímetros. Cada uma custa em média R$ 10. Como o piso da garagem e da área dos fundos também são da mesma cor, utilizei essas mesmas pecinhas para os outros espaços, mas com distância maior entre elas. A segunda foto é do detalhe entre a sala e a cozinha. 

Como o pedreiro colocou o azulejo errado e ficou aquele vão até o fim da bancada de granito, precisei improvisar. A única peça disponível, com 15 centímetros de largura, foi essa. É uma pastilha de vidro que imita uma onda. Custou os olhos da cara, R$ 96 cada (gastei duas). Mas como era lançamento e foi a única que se encaixou nas medidas, obriguei-me a pagar. A terceira foto é da parede da cozinha. 

Normalmente muitos usam faixas no entorno de toda a parede. Mas quando os armários são colocados, acaba tudo ficando escondido. Decidi colocar essas três peças no espaço onde vai ficar o fogão que com certeza sempre estará à vista. Cada uma custou R$ 15. Outro detalhe é no banheiro. 

Esse conjunto de azulejos, que forma uma flor, pode ser encontrado com várias gravuras. As peças foram colocadas em frente ao vaso sanitário. O vaso, por sua vez, tem duas faixas na vertical, do chão ao teto, com as mesmas pedrinhas que fazem o contorno da flor. O conjunto da flor custou R$ 75. 

sábado, 23 de julho de 2011

Problemas de fazer o anexo depois da casa pronta

Como a Caixa Federal não liberou financiamento para a metragem que eu queria, tiver que dividir a construção da casa em duas etapas. A primeira, com 88 metros quadrados, financiada pelo banco, e a segunda, com 30 metros quadrados, bancada somente pelo meu bolso. Se eu pudesse escolher, teria feito tudo de uma vez só. O principal problema de fazer um anexo depois da casa pronta é a sujeira e os pequenos estragos que vão acontecendo. E não adianta pedir para o pedreiro ter cuidado. Por mais que você implore, eles fazem tudo ao contrário e respigam as paredes com cimento e deixam as esquadrias de um jeito lastimável. A solução é dar uma nova mão de tinta depois que a ampliação estiver concluída.
Aí fica a garagem. As portas são da cozinha e do escritório.

Parede, com pintura novinha, totalmente respingada com cimento.

Esquadria manchada com cimento. Na lateral tiramos o espelho da porta para evitar mais estragos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Guarde notas e orçamentos para futuras negociações

A construção de uma casa pode ensinar lições de negociação para o resto da vida. Uma delas é guardar as notas e orçamentos de todos os produtos e serviços. Mas para isso acontecer também é preciso adquirir outros dois hábitos: pedir sempre a nota fiscal e solicitar que o vendedor entregue o orçamento impresso ou escrito em um cartão. Organize toda essa papelada em uma pastinha e não jogue nada fora até que a obra termine. Por quê? Eu explico com exemplos práticos.

Em fevereiro compramos manta térmica. Ficaram algumas sobras, mas não foram suficientes para cobrir o telhado do anexo. Então, na hora de adquirir mais metragem do produto, consultamos quanto a madeireira havia cobrado naquela oportunidade. O valor era R$ 4,80. Quando cheguei para comprar novamente, o novo preço era R$ 5,30. Depois de falar o quanto paguei na outra compra, consegui negociar o metro da manta por R$ 5. Não foi lá tanta diferença, mas no final, tudo pesa.

O mesmo procedimento valeu para a aquisição extra de interruptores e cabos. Graças à nota antiga o preço foi melhor que o oferecido inicialmente. E a última dica é essa, se o vendedor for jogo duro, peça para falar direto com o dono.

Dica de consulta: Não fique com as contas no vermelho.

DICA CULTURAL
No dia 30 de julho começa em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, o 39. Festival Internacional de  Folclore, com o tema A diversidade que nos une. São duas semanas de atrações, com presença de grupos folclóricos de vários países e estados do Brasil. Além disso, é possível conferir o trabalho da Casa do Artesão que tem artigos ótimos para decorar a casa nova.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Saldos que valem a pena

Assim como as lojas de roupas e as livrarias têm balaios, as lojas de material de construção também vendem produtos assim. E quando o assunto é revestimento e decoração, vale a pena ter paciência e garimpar. A fotinho ao lado são de três pastilhas de vidro que encontrei jogadas em uma caixinha, lá no final de uma prateleira. Eram as últimas. Cada uma custou R$ 9,90, um terço do valor da pastilha sem peças descoladas, que custava R$ 35. A única coisa que precisei comprar foram dois tubos de super bonder, cada um por R$ 2,50. Se tivesse adquirido o produto pronto para usar, a compra sairia R$ 105. Mas como estava disposta a perder uns minutos em casa, gastei apenas R$ 34,70, menos que apenas uma pastilha completa.

Em relação às faixas e detalhes para as paredes da cozinha, lavanderia e banheiro a regra é a mesma. Consegui comprar faixas de ponta de estoque, que também são chamadas de listelos,  por R$ 0,90 a peça. Outra barbada que achei depois de garimpar uma pilha de tapetes gigante foi um tapete de 1,90m x 1,10m por R$ 98. Antes de se tornar o último da loja, o produto custava R$ 239,90.

A dica é não sair comprando por impulso e pesquisar tudo o que existe dentro do estabelecimento, principalmente se for uma daquelas lojas enormes, que vendem de tudo um pouco. Já quando a compra for em um local menor, sempre pergunto para o vendedor se não tem produtos de ponta de estoque.

sábado, 16 de julho de 2011

Reforço para o piso da garagem

Não é raro encontrar pisos de garagem com rachaduras ou com peças quebradas. Isso ocorre em alguns casos porque os veículos são muito pesados e a estrutura do piso não suporta tanta carga. Para evitar que isso ocorra a colocação de malha de ferro é uma boa opção.


Uma malha simples, de 3/8 e distância entre as barras de 20 centímetros custa entre R$ 47 e R$ 60. Para o espaço da garagem, normalmente, será preciso três malhas, o que vai representar um gasto máximo de até R$ 180. Acho que vale a pena o investimento. Vai que sobra dinheiro e você consegue comprar uma super caminhonete? Pelo menos o piso está garantido!


O exemplo da foto é a malha da Gerdau, que já vem pronta para uso. É produzida com aço e soldada em todos os pontos de cruzamento, garantindo maior segurança e evitando trincas, fissuras e embarrigamentos. É fornecida no tamanho 2 metros por 3 metros, em quatro tipos, de acordo com a sua necessidade. 



Imagens: reprodução

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não esqueça de orçar as calhas

Quando a casa ficou pronta, sem a garagem, senti o maior orgulho. Apesar de difícil, consegui encontrar uma cor diferente de todas aquelas já utilizadas pelos moradores do meu loteamento, e ainda fiz um acabamento com almofadas nas janelas, o que deu um charme a mais. Mas agora, um mês depois da conclusão, quando olho para as paredes externas sinto um pequeno desespero.


Está tudo manchado de barro, numa sujeira só. Isso aconteceu porque ainda não foram instaladas as calhas. Os motivos foram dois: falta de dinheiro e a construção do anexo. Em um orçamento preliminar, o valor para 16 metros de calhas, oito para a frente e oito para os fundos, seria de R$ 1 mil. Fica aí a dica, se o bolso alcançar, instale as calhas imediatamente. Ah! Também use tinta lavável (que agora é o meu consolo).

Contribuição da Liliane: Agora a CEF está exigindo que se faça calçada de 50cm em torno da casa

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mais considerações sobre o balcão americano

Esse é o balcão americano da minha casa. Apesar do móvel ainda não estar pronto já posso fazer algumas considerações a respeito. Eu decidi fazer de tijolos, deixando dessa maneira a bancada fixa. O objetivo do balcão é dar uma ideia de divisão de ambientes, pois de um lado, onde você vê a janela, é a sala, e do outro, é a cozinha. A peça mede 2 x 0,50 metros e altura é 1 metro. Os tijolos foram colocados em pé e o acabamento seguiu o padrão da casa, massa corrida e depois tinta. Cada divisória tem em média um metro de comprimento. 

A ideia, por enquanto, é fazer o seguinte. A repartição próxima à parede ficará do jeito que está na foto. O espaço será utilizado para acomodar o botijão de gás e ao lado uma fruteira de madeira. Cabe aqui uma ressalva. O ideal é que o botijão, conforme os bombeiros, fique ao ar livre. Mas como o corredor do lado de fora é estreito e esteticamente ia ficar horrível, decidimo colocá-lo ali. No outro lado do balcão temos duas opções. A primeira, e mais cotada, é a  colocação de armários embutidos. A segunda, é deixar o espaço livre e utilizar o balcão como mesa, acomodando ali embaixo dois bancos, estilo barzinho. 
Estamos orçando uma cozinha planejada e o fogão de mesa deverá ficar encaixado no balcão americano, lá na parede ao fundo. Em relação à pedra, a cor é preto São Gabriel, que na época custou R$ 180 o metro quadrado, bem mais em conta que o preto absoluto.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ampliação de casa financiada

Dá para ampliar uma casa financiada pelo banco? Sim. O procedimento para realizar o anexo é quase o mesmo quando comparado ao processo de construção da casa. Será preciso fazer um projeto, aprovar na prefeitura e pagar as taxas correspondentes. A diferença é que como essa benfeitoria é paga com o dinheiro do seu bolso, não é preciso que o projeto tenha o aval do engenheiro do banco.

No entanto, é necessário que depois de pronto se vá até o Registro de Imóveis para averbar a ampliação nos documentos da casa, além de recolher os impostos correspondentes (ISSQN). Depois, o próximo passo é levar essa papelada até o banco para eles recalcularem o valor do seguro do imóvel. Embora o banco não tenha emprestado dinheiro para a construção do anexo, essa obra foi realizada em um bem que está alienado à instituição financeira. Por isso, é cobrada a taxa de seguro correspondente à metragem da ampliação.

O projeto de ampliação pode ser encaminhado na prefeitura depois que você ter o Habite-se da obra e a construção do anexo só pode ser iniciada depois que o engenheiro realizar a última vistoria da obra. Então não fique esperando a casa estar pronta para pensar como será o "puxadinho". Deixe tudo engatilhado para quando for a hora poder encaminhar.

Por que isso? Se acontece um incêndio na casa, por exemplo, e as chamas começarem na parte que não consta na documentação (e por conta disso não está segurada), o banco não se responsabiliza pelos danos causados. Mas vale a pena comentar que muitas pessoas não regularizam esse aumento porque não querem pagar taxas a mais e deixam para fazer isso no momento em que transferem o imóvel definitivamente para o seu nome. É um risco.

Dica de consulta: Antes de morar, muitas taxas para pagar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Comprar madeira no inverno pode ser um mau negócio

Ainda estou em construção. A garagem está com as paredes levantadas e o pedreiro já vai começar a trabalhar no telhado. Então é preciso comprar madeira novamente. Como fiz o forro à vista, e as caixas externas seguiram esse padrão, será preciso adquirir alguns pontaletes.

Confesso que me caíram os butiás do bolso quando descobri o preço da madeira. A ideia era comprar madeira suficiente para a garagem e a casinha do portão de peso.  Mudei de ideia rapidinho. Enquanto em fevereiro o preço do metro linear do angelim era R$ 1.900, em julho, cinco meses depois, o valor é R$ 2.800. A diferença é de 47,36%.

Qual a explicação para isso? Conforme a madeireira, como o angelim não é encontrado no Rio Grande do Sul e vem do Centro-Oeste, as condições climáticas atrapalham. As estradas estão em péssimas condições, as áreas alagadas e o preço para extrair a madeira e realizar o transporte sobe nas alturas. Tá aí mais um motivo para não começar uma obra no rigor do inverno.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Disjuntores, luz no forro e lâmpada de emergência

A instalação elétrica poderá facilitar a sua vida. Por isso vale a pena investir em alguns detalhes desde cedo. Dentro da casa você terá um negócio chamado Caixa de Distribuição, o tal do CD. Nesta caixa serão instalados os disjuntores. Lá em casa colocamos um disjuntor para cada chuveiro, para cada ar-condicionado e para o "conjunto" de lâmpadas e tomadas, separadas de acordo com o ambiente. Embora eu não tenha o aparelho de ar ainda, já garanti as tomadas e a instalação elétrica adequada.

Outra dica é deixar uma lâmpada no forro. Nunca se sabe quando será preciso subir até o forro para guardar uma tralha ou fazer um conserto na rede elétrica. Por mais que a lâmpada fique meses sem ser ligada, quando precisar, ela estará lá e isso será muito bom.

Também dá para se precaver das possíveis faltas de energia elétrica. Para isso, instale lâmpadas de emergência que ligam automaticamente quando falta luz. Instalei duas: uma no corredor e outra na parede da sala e cozinha (que é conjugada).

Leia também o Papo de Buzum

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Qual é a melhor época para construir?

Com esse tempo instável no Rio Grande do Sul, não canso de ouvir gente reclamando que a obra não vai pra frente. Então seguem algumas constatações.

Minha obra era para começar em dezembro. Como ocorreram problemas com o projeto, iniciou somente na segunda quinzena de janeiro. Na época achei ruim, mas hoje vejo como foi bom esse atraso. Em agosto de 2010 decidi que iria construir e em setembro já acertei com o pedreiro, mesmo antes do banco liberar o financiamento ou o projeto estar finalizado. Dois detalhes importantes:
1) Fazia um ano que conversava sobre financiamento e construção com todas as pessoasque passavam pelo meu caminho.
2) Acertei a mão de obra com meses de antecedência, pois encontrar um bom pedreiro é tarefa de gincana.

Outra dúvida é em relação ao dinheiro: quanto é necessário para a largada. O valor depende do tamanho da obra, mas entre R$ 10 e 15 mil é uma quantia razoável. Como juntar essa grana? Guarde todos os 13.º salários e economize 10% da sua renda todos os meses. Por conta disso, janeiro é um mês ótimo para iniciar a construção. Além de juntar uma boa quantia de recursos, o tempo ajuda e você ainda poderá tirar férias para acompanhar o início dos trabalhos.

sábado, 25 de junho de 2011

Sobre a entrada de energia elétrica

Para começar a obra duas coisas são fundamentais: água e energia elétrica. A água não tem mistério e a instalação é igual para todo mundo. Basta abrir a vala e acionar a companhia que presta o serviço. Agora para a luz, as coisas não são tão simples assim. É preciso comprar o poste, os fios, a caixa onde será instalado o contador e o eletroduto.

A energia é distribuída por fases e dependendo do consumo será monofásica, bifásica ou trifásica. Na casa onde moro hoje a luz é monofásica e portanto pensei que esse tipo de instalação pudesse se repetir no novo lar. Também pretendia manter a entrada monofásica para economizar na taxa. Mero engano...

Já na hora de solicitar a ligação da energia junto à Distribuidora o atendente me orientou que a casa deveria ter uma entrada bifásica, mas como já tinha feito mono, assumi a responsabilidade e mandei ligar. Mas dias antes de acionar a vistoria do banco o engenheiro me chamou atenção que o projeto elétrico, aprovado na Caixa, era bifásico.

Foi uma correria só conseguir mudar a entrada de luz, além de um gasto de R$ 250 que não compensou (se eu levar em conta o curto tempo que paguei a taxa para consumo monofásico). É bom se adiantar em algumas coisas, mas siga o conselho de quem realmente entende do assunto para não ter prejuízos depois.

Veja a contribuição do Lucas, que postou um comentário
Monofásico, bifásico ou trifásico - Tudo depende do exigência de consumo do projeto. Se tiver 2 banheiros, leia-se 2 chuveiros, jamais poderá ser monofásico.
Bifásico é "meio" padrão. O sistema trifásico é adequado para maiorese demandas, como áreas comerciais de pequena monta, consultórios odontológicos (autoclave, compressores e bombas à vácuo, etc.). Parabéns pelo Blog.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E a Caixa Federal me deixou na mão

Tudo certo para que a última parcela do financiamento fosse depositada hoje. O dinheiro, inclusive, já aparecia na conta, no entato o status era bloqueado. Eu fiz a minha parte, já a Caixa Federal...Passei às 8h30 no banco para fazer um saque e começar a pagar as inúmeras dívidas vencidas. Não consegui retirar nenhum centavo. Duas horas depois uma atendente do banco liga para o meu trabalho informando que ocorreu um problema no sistema da Caixa e por isso o dinheiro será depositado somente na sexta-feira, dois dias depois do previsto.

Me senti uma perfeita idiota. Experimenta dizer para o banco que aconteceu um problema no sistema e por isso você não conseguiu quitar uma conta. A resposta para o seu problema é a cobrança sem dó e nem piedade de juros. Agora para nós, simples mortais, a política é do te vira! Liguei para a ouvidoria da Caixa e outra decepção: depois de cinco dias terei um posicionamento. De que me adianta esse tempo todo? Eu preciso de uma solução hoje e agora.

Conversei com uma colega que também construiu e ela me garantiu que também já passou por isso. Para um banco que se propõe a ser um parceiro do brasileiro, falta muito ainda muito respeito com o cumprimento de prazo. Se ainda tinha alguma credibilidade com as instituições financeiras, ela se encerra neste momento.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mitos e verdades sobre o atraso da obra

Como a burocracia para conseguir um financiamento é grande, os comentários que surgem sobre as punições para os imprevistos que podem acontecer ao longo da construção seguem na mesma proporção. O meu próprio engenheiro veio com uma conversa de que receberia multa e corria riscos do contrato ser cancelado se a obra atrasasse.

O negócio é o seguinte: pequenos atrasos são tolerados. A "punição" é que você deverá pagar mais juros. Se antes você pagaria os juros proporcionais ao período das prestações, com o atraso no cumprimento das etapas você pagará agora o que já estava acordado, mais os juros proporcionais ao atraso.

O banco, na realidade, sai no lucro com o atraso, pois recebe mais juros por isso. Quem sai no prejuízo é o dono da obra, que não recebe o dinheiro, fica com a obra parada e precisa administrar as contas que não param de chegar. No meu caso, o término da obra atrasou um mês. O problema foi com o pintor, que apesar de ser muito caprichoso e trabalhar muito bem, era lento.

E posso confessar que foi um sufoco ficar sem o dinheiro programado para entrar naquele mês. No entanto, tenho conhecidos que conseguiram aprovação apenas da primeira etapa prevista na obra e outros que já se passaram três meses do prazo estabelecido para o término, e nada de acabar. Inclusive, em uma das situações, o empreiteiro sumiu do mapa com o dinheiro.

Fica a dica de sempre: acompanhe de perto a construção. E lembre-se: o maior prejudicado com atrasos é você mesmo. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Finalmente, a última vistoria. Aleluia!

Nos últimos tempos, o dia de hoje foi o mais esperado. Com a casa pronta, só faltava a vistoria final do engenheiro do banco para liberar a obra e o dinheiro da última parcela. Pois bem, digamos que até ouvir do vistoriador um "Parabéns! A tua casa ficou muito bonita" foi uma pequena novela.

Na quarta-feira da semana passada foi entregue a documentação (averbação do registro de imóveis) para o banco e também agendada a quarta e última vistoria. Acontece que a menina garantiu que, marcando na quarta, o engenheiro faria a visita somente na segunda ou terça-feira. Então foi um salve-se quem puder para terminar a casa a tempo, pois a situação financeira está mais que vermelha, ameaçando ficar preta.

No entanto, o engenheiro ligou e pediu para passar na sexta, e é claro que a obra não estava ainda concluída. Faltava terminar de pintar uma peça, colocar os roda-pés, instalar as torneiras e a limpeza, a pior parte. Além disso, dentro da casa não poderia estar nenhum tipo de cacareco como lata de tintas, sobras de porcelanato, ferramentas e coisas afins. Fizemos um mutirão para terminar tudo até domingo à noite.

Mas passou segunda, terça, quarta, quinta-feira e nada do engenheiro aparecer. O desespero começou a bater porque várias contas pesadas vencem na próxima semana. Mas graças a Deus deu tudo certo e agora dependemos da agilidade do banco para que o saldo volte a ser positivo. Para finalizar, uma fotinho da minha casa, que por enquanto está sem garagem.

Viste também o Papo de Buzum.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O provisório permanente que vira gambiarra

Sabe quando falta tempo, dinheiro e vontade de resolver um problema e a saída é uma solução provisória? Como todo mundo também sabe, a tendência é o provisório virar permanente. Quem nunca deixou um fio de antena pendurado, uma tomada mal parafusada, uma gaveta trancada, uma porta capenga, um piso rachado, e por aí vai.

Fazer isso na casa velha, digamos assim, é admissível. Mas em uma construção nova, não caia nessa tentação. É melhor ficar no sufoco financeiro agora do que deixar de fazer as coisas do jeito certo. Por conta disso, o local onde moro atualmente foi vítima de umas gambiarras.

Como ainda não tenho a cozinha pronta (que será de bancada) não pude instalar a torneira nova. Então tirei a torneira da casa onde moro hoje e coloquei lá por conta da vistoria do banco. Não deu certo e tive que comprar outra torneira e por enquanto o pedacinho de conduite com fita isolante continua quebrando o galho.

Outra gambiarra ficou por conta do ventilador. Aproveitando a presença do eletricista, tiramos o equipamento para ser instalado no novo lar.
Por causa disso, estamos sem luz no quarto, pois a lâmpada acendia no botão abaixo daquele que ligava o ventilador. Para não ficar totalmente às escuras, fizemos uma gambiarra com uma luminária. Só espero que seja provisória, de verdade.