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sexta-feira, 22 de março de 2013

A malandragem na colocação de basalto

Depois de quase um ano e meio morando na nova moradia conseguimos juntar uma graninha para fazer o calçamento de basalto ao redor da casa e na calçada da frente. Quando contratamos o serviço, parecia que tudo seria tranquilo e rápido. A promessa era a conclusão da obra em três semanas. Era verão e os dias de sol se repetiam. Mas depois que a empreitada começou os problemas apareceram. (A história é meio longa, mas vale a pena ler até o final  para se precaver e não ter a mesma dor de cabeça.)

Depósito de entulhos da obra
 Para começar, o empreiteiro veio com uma conversa de que a perda de basalto, ao invés dos 10% iniciais, era de 20%. Isso resultou na compra de mais 40 metros de basalto, além dos 100 já adquiridos. O detalhe é que pedimos para os pedreiros depositarem todos os cacos em um monte e, por mais folgado que fossem os cálculos, os restos amontoados não chegavam nem perto dos 10% de perda projetados inicialmente.

Outra dificuldade foi a execução da mão de obra. Se nos primeiros três dias o trabalho rendeu e os caras chegavam às 8 horas para saírem às 18 horas, nos próximos 45 dias a história foi outra. Não vinham trabalhar e nem sequer avisavam. Em dias de sol chegavam às 9h30, tomavam café e começavam o trabalho às 10 horas, para ir embora às 17 horas. Um corredor ficou em torno de 10 dias esperando pelo rejunte, o que resultou em várias pedras soltas. Outra "peculiaridade" é que, mesmo olhando para o céu carregado de nuvens pretas, os pedreiros faziam massa nova. O resultado foi um desperdício de cimento e muita areia porque a chuvarada estragava o material.

Mais uma combinação não cumprida foi a fiscalização da obra. O empreiteiro se comprometeu em visitar nossa casa e ir monitorando o trabalho dos pedreiros, a fim de atender nossas solicitações e fiscalizar o serviço. Acham que ele aparecia? Quando a gente ligava cobrando respondia que não ia gastar todo o seu tempo com visitas para monitorar o que seus contratados fazem. Espera aí! Não foi para essa tarefa que era pago?

Mas o fim da picada aconteceu no final da obra. Foi acertado que o piso do canil seria a última etapa da colocação do basalto e, justamente por ser um espaço dedicado aos cachorros, não precisaria de pedras bonitas ou uniformes. O espaço era para ser funcional.
Pedaço que faltava calçar
Acontece que ao longo da obra os pedreiros foram deixando uma pedra aqui, outra enterrada ali, além de jogarem para o monte de entulhos várias sobras que tranquilamente poderiam ser utilizados para o calçamento do canil. Como se observa na foto, o que faltava para ser colocado no espaço era uma área de aproximadamente 4 metros quadrados.

Mas para finalizar o calçamento os pedreiros pediram mais 3 metros quadrados de basalto. O detalhe é que, após juntarmos todas as pedras espalhadas e descartadas indevidamente, constatamos que havia muito mais de 3 metros quadrados rolando pelo pátio! Eu quero acreditar que não seja trapassa, mas fica difícil pois o empreiteiro ganha comissão sobre a quantidade de basalto vendido.
Pedras que foram descartadas pelos pedreiros
Outro detalhe causou muita indignação. Quando o caminhão chegou para descarregar a quantia comprada sem necessidade estava com uma carga fechada de 120 metros quadrados. O motorista retirou os meus 3 metros quadrados e seguiu viagem. Por isso as chances de quem recebeu o resto do material ter saído no prejuízo são grandes, pois essa pessoa comprou uma carga fechada e provavelmente vai receber a menos!

Por isso ficam algumas dicas preciosas.

-Acompanhe o descarregamento das pedras e, se precisar comprar uma nova carga, peça para acomodar o basalto em outro local. Assim você consegue controlar se a quantia descarregada é a mesma que a prometida.
- Jamais pague adiantado pela mão de obra.
- Armazene os sacos de cimento em local seco e que possa ser guardado por um bom tempo. Também vale você comprar o cimento. É possível parcelar em até 10 vezes. É mais barato e você faz o controle do material.
- Se não puder acompanhar a obra em tempo integral, faça visitinhas de surpresa.
- Diariamente confira o que é descartado de restos de pedra e, se for preciso, junte o basalto que está bom e recoloque no monte.
- Antes de autorizar o rejunte, confira se não há pedras soltas.

Prepara-se para: ficar com a casa completamente empoeirada, janelas imundas e sem ter um espaço para estender roupas por um bom período. Também você poderá encontrar algumas peças do piso da área quebrados e paredes externas manchadas por barro.

Leia também: Arrumar o pátio custa caro

4 comentários:

  1. Adorei seu blog !

    Estou me formando em eng. civil e cuidando da construção de uma residencia de alto padrão.

    E como marinheiro de primeira viagem passei por vários problemas como os seus rs

    Continue postando e por favor mostre fotos de todos os angulo e cômodos possíveis pra tirar nossa curiosidade (:

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  2. Navegando por blogs de construção encontrei o seu e o que eu mais gostei é que vc tbm é mãe de um Felipe e de um Gabriel assim como eu!!

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  4. Mais interessante é não passar pela cabeça a contratação de arquiteto ou engenheiro para execução - pelo descrito acima, seria mais barato!

    Boa sorte em exercício profissional sem ter formação!

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