segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aproveitando a água da chuva

São Pedro abriu as torneiras sobre o Rio Grande do Sul e esqueceu de fechá-las. Diante de tanta água, decidi comentar sobre o aproveitamento da água da chuva. Nos países desenvolvidos ter cisternas e sistemas de coleta para água da chuva é obrigatório, além de ser uma necessidade. Na casa onde moro atualmente já realizo, de uma maneira meio artesanal, o armazenamento dessas águas. Utilizo para fazer limpeza da casa, lavar o carro e lavar roupa.

Na casa nova a utilização desse recurso natural foi previsto no projeto. Temos dois sistemas independentes de encanamentos: uma para água tratada e outro para água da chuva. A água da chuva é utilizada para dar descarga nos vasos sanitários, além de ir para três torneiras: uma nos fundos, outra na lavanderia e a terceira em frente à casa. Quando a caixa estiver vazia, basta operar os registros e liberar a circulação no outro encanamento.


A coleta é feita por uma calha, instalada numa área de 7,80 metros quadrados, no telhado do fosso. Pode parecer pouco, mas uma trombada d'água foi suficiente para quase encher o reservatório de 1 mil litros. Outra dica para economizar água é instalar vasos sanitários com descarga para 3 e 6 litros.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Calçada é depósito de material?

Acomodar o material de construção durante a construção é tarefa que exige organização e cronograma. O problema é que muita gente deposita pedra brita, areia e tijolo no primeiro espaço livre que vê pela frente. Embora a calçada seja responsabilidade do proprietário, o passeio é público e o trânsito de pedestres deve ser livre.

E aí vai a perguntinha: como está a calçada em frente ao terreno onde você está construindo? Confesso que, no meu caso, está um caos. Como o loteamento é novo e ainda existem vários terrenos baldios, duas ou três casas apenas têm calçada. Mas em locais onde existem residências há mais tempo e o tráfego de pessoas é intenso, é preciso prestar atenção e agir diferente (como é caso da foto aí ao lado). O ideal é apenas descarregar o material e logo recolher para dentro do terreno. Caso não seja possível, a dica é colocar um cordão de isolamento e liberar pelo menos parte do passeio.

Também não dá para descuidar da limpeza. Após descarregar os produtos, é preciso deixar o local limpo, sem barro e restos de pedra. A maioria das pessoas que estão em construção não dão a mínima para isso. Mas se coloque no lugar de quem é cadeirante ou uma mãe com filhos pequenos. O local de pedestre é na calçada e não dividindo espaço com os veículos.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia reportagem sobre normas para construção de calçadas. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Feira de material de construção em Porto Alegre

Amanhã começa em Porto Alegre, na Fiergs, o maior encontro de construção civil da região sul. É a 14.ª Feira Internacional da Construção- Construsul, que vai até o dia 6 de agosto, das 14 às 22 horas. São 7.500 metros quadrados onde estarão mais de 500 expositores, para um público esperado de 70 mil pessoas.

Há estacionamento em uma área na Avenida Assis Brasil, pouco antes da Fiergs, com mais de 3 mil vagas e vans para transportar os visitantes até o portão de acesso da feira. 

O tema deste ano do evento é a Sustentabilidade.Conforme o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, é possível reduzir entre 30% e 40% o consumo de energia e água, aplicando práticas modernas e sustentáveis no setor da construção civil. 

O legal desse tipo de feira não é nem tanto fazer compras, mas conseguir contatos. Guarde todos os cartões, telefones e e-mails . Tudo mais tarde poderá servir.

Casinha para o portão da frente

O tempo não tem ajudado muito no Rio Grande do Sul e nos últimos dez dias a obra praticamente ficou parada. A foto é da casinha para o portão de peso e por incrível que pareça até para esse "acessório" é preciso reservar dinheiro no orçamento e tempo para o planejamento. O telhado tem quatro telhas de barro. A ideia original era fazer com cinco peças para que o local funcionasse também com um abrigo eficiente para escapar da chuva. 

Ocorre que para fazer uma cobertura com cinco telhas é preciso deixar uma distância maior da casa. A construção seguiu os padrões e está a quatro metros da calçada. Esse espaço é suficiente somente fazer uma casinha do jeito que está aí. Uma estrutura maior entraria em conflito com o outro telhado. Mais um detalhe: a cobertura da casinha é estendido para a lateral a fim de cobrir o portão pequeno que será instalado. O amadeiramento da casinha também seguiu os padrões dos peitos de pombo das caixas externas da casa. 
Depois que construi a casinha, percebi que existem outros modelos. Alguns, inclusive, todos de concreto. Outra coisa que pode ser diferente é que o portão pequeno em ângulo e, dessa forma, o abrigo para a chuva ser mais eficiente.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Detalhes que fazem a diferença

Sou da filosofia mais com menos. Por conta disso, os detalhes da casa seguem essa mesma linha. Não há nada de extravagante, apenas revestimentos diferentes para melhorar o ambiente. O meu conselho é que ao invés de investir em decoração super cara, você aposte em coisas diferentes aqui e ali. Com certeza vai ficar elegante. A primeira foto é da área da frente. 
É um espaço pequeno e o piso, embora agora não pareça porque está sujo de barro, lembra o branco. Para não ficar com cara de morto, coloquei essas pequenas peças de 10x10 centímetros. Cada uma custa em média R$ 10. Como o piso da garagem e da área dos fundos também são da mesma cor, utilizei essas mesmas pecinhas para os outros espaços, mas com distância maior entre elas. A segunda foto é do detalhe entre a sala e a cozinha. 

Como o pedreiro colocou o azulejo errado e ficou aquele vão até o fim da bancada de granito, precisei improvisar. A única peça disponível, com 15 centímetros de largura, foi essa. É uma pastilha de vidro que imita uma onda. Custou os olhos da cara, R$ 96 cada (gastei duas). Mas como era lançamento e foi a única que se encaixou nas medidas, obriguei-me a pagar. A terceira foto é da parede da cozinha. 

Normalmente muitos usam faixas no entorno de toda a parede. Mas quando os armários são colocados, acaba tudo ficando escondido. Decidi colocar essas três peças no espaço onde vai ficar o fogão que com certeza sempre estará à vista. Cada uma custou R$ 15. Outro detalhe é no banheiro. 

Esse conjunto de azulejos, que forma uma flor, pode ser encontrado com várias gravuras. As peças foram colocadas em frente ao vaso sanitário. O vaso, por sua vez, tem duas faixas na vertical, do chão ao teto, com as mesmas pedrinhas que fazem o contorno da flor. O conjunto da flor custou R$ 75. 

sábado, 23 de julho de 2011

Problemas de fazer o anexo depois da casa pronta

Como a Caixa Federal não liberou financiamento para a metragem que eu queria, tiver que dividir a construção da casa em duas etapas. A primeira, com 88 metros quadrados, financiada pelo banco, e a segunda, com 30 metros quadrados, bancada somente pelo meu bolso. Se eu pudesse escolher, teria feito tudo de uma vez só. O principal problema de fazer um anexo depois da casa pronta é a sujeira e os pequenos estragos que vão acontecendo. E não adianta pedir para o pedreiro ter cuidado. Por mais que você implore, eles fazem tudo ao contrário e respigam as paredes com cimento e deixam as esquadrias de um jeito lastimável. A solução é dar uma nova mão de tinta depois que a ampliação estiver concluída.
Aí fica a garagem. As portas são da cozinha e do escritório.

Parede, com pintura novinha, totalmente respingada com cimento.

Esquadria manchada com cimento. Na lateral tiramos o espelho da porta para evitar mais estragos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Guarde notas e orçamentos para futuras negociações

A construção de uma casa pode ensinar lições de negociação para o resto da vida. Uma delas é guardar as notas e orçamentos de todos os produtos e serviços. Mas para isso acontecer também é preciso adquirir outros dois hábitos: pedir sempre a nota fiscal e solicitar que o vendedor entregue o orçamento impresso ou escrito em um cartão. Organize toda essa papelada em uma pastinha e não jogue nada fora até que a obra termine. Por quê? Eu explico com exemplos práticos.

Em fevereiro compramos manta térmica. Ficaram algumas sobras, mas não foram suficientes para cobrir o telhado do anexo. Então, na hora de adquirir mais metragem do produto, consultamos quanto a madeireira havia cobrado naquela oportunidade. O valor era R$ 4,80. Quando cheguei para comprar novamente, o novo preço era R$ 5,30. Depois de falar o quanto paguei na outra compra, consegui negociar o metro da manta por R$ 5. Não foi lá tanta diferença, mas no final, tudo pesa.

O mesmo procedimento valeu para a aquisição extra de interruptores e cabos. Graças à nota antiga o preço foi melhor que o oferecido inicialmente. E a última dica é essa, se o vendedor for jogo duro, peça para falar direto com o dono.

Dica de consulta: Não fique com as contas no vermelho.

DICA CULTURAL
No dia 30 de julho começa em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, o 39. Festival Internacional de  Folclore, com o tema A diversidade que nos une. São duas semanas de atrações, com presença de grupos folclóricos de vários países e estados do Brasil. Além disso, é possível conferir o trabalho da Casa do Artesão que tem artigos ótimos para decorar a casa nova.