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terça-feira, 26 de abril de 2011

Afinal de contas, quem manda na obra?

Pelo prazo estipulado na planilha de execução entregue ao banco, faltam 18 dias para a casa ficar pronta. A situação é a seguinte: falta pintar e terminar a instalação elétrica, além de colocar as torneiras. Tudo estava indo muito bem, dentro do cronograma previsto, até duas semanas atrás, quando a pintura começou a se tornar um problema. Tìnhamos acertado com um pintor. A data combinada para o início do serviço era a segunda quinzena de abril. No entanto, o cara deu pra trás e disse que só poderia começar o trabalho na segunda quinzena de maio, justamente no dia em que a obra deveria estar concluída.

Te vira nos 30 para conseguir outro pintor. Conseguimos, saiu mais caro que o primeiro, mas diante da situação, bola pra frente. No primeiro dia de trabalho ele já nos deus pistas de que a nossa relação de empregado X empregador não seria as mil maravilhas. Não tiveram o mínimo cuidado com a limpeza do piso e ficaram reclamando da marca das lixas (a marca era Bosch).

Em uma semana demos muitas ordens que não foram obedecidas e o arrependimento começou a bater. Nesta segunda-feira um bate-boca entre o pintor e um familiar meu foi a gota d'água. O clima de boa convivência foi quebrado e percebemos que o cara queria mandar na obra, ao invés de receber ordens e orientações de como as coisas deveriam ficar. Ele foi dispensado e somente na próxima semana um outro profissional retoma a pintura. Agora é torcer para ter sol, o pintor ser rápido e a casa ficar pronta no prazo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Como tirar manchas da madeira e do piso

Não adianta! Por mais que você peça para cuidarem e fique de olho no capricho do pedreiro, marceneiro, pintor e eletricista, alguma sujeira extra sempre rola. No meu caso, todas as portas, janelas e o forro foram generosamente respingados por cimento. E nesta semana a vítima foi o piso de porcelnato, recém colocado. Como o pátio ainda não foi organizado e choveu muito nos últimos dias, a parte externa está um lodo só. E apesar de ter comprado dois capachos, colocado panos, jornal e papelão no chão, a colaboração foi pouca. O chão da casa está de chorar!

Mas para o meu alívio me indicaram um produto que, pelo menos em relação às manchas da madeira, já apresentou bons resultados. O nome comercial é Alone, um removedor de manchas de madeira e piso. O produto é um ácido que tira a sujeira e aparentemente não deixa manchas. É vendido em baldes de 1 ou 5 litros, sendo R$ 5 o litro.

Fica aí o conselho. Antes de liberar a obra para os outros profissionais (pois até então era só pedreiro que ficava por lá),  faça uma reunião com todo mundo e exija o mínimo de cuidados. Também peça para colocar as latas de tinta em cima de pedaços de papelão para evitar arranhões. O mesmo vale com escadas e andaimes.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Começam os acabamentos, dobram os problemas

O blog esteve por uns dias abandonado porque ocorreram uma penca de problemas. As paredes estão erguidas, o telhado colocado, reboco feito e a instalação elétrica começa a ganhar forma. Agora iniciou a parte crítica da obra: o acabamento. Até então, tudo aquilo que tinha dado errado ou que não tinha ficado da maneira planejada, ainda podia ser corrigido. Mas quando o piso e azulejo são colocados e as esquadrias instaladas, tudo o que não estiver perfeito aparece.

Como o pedreiro achou que deveria ficar.
A dica valiosa é: não arrede o pé da obra e acompanhe passo a passo como o pedreiro vai executar o serviço. Em uma semana, já precisei mandar desfazer duas paredes de azulejos porque o pedreiro imaginou como deveria ficar e não me perguntou como eu gostaria que ficasse. Se você pretende fazer um detalhe diferente, como usar um conjunto de peças que formam um desenho, peça para o vendedor da loja visitar a obra e explicar como se cola isso na parede.

A solução que arrumamos para o problema.
Outro conselho é na hora da compra do material para o piso pedir para anotar no pedido para qual peça da casa é cada material. Quando foi  a hora de fazer o rejunte, já não mais me lembrava qual cor fazia par com cada tipo de piso. E não adianta abrir a caixa e olhar, pois todos parecem iguais.

Também fique de olho no capricho do pedreiro, pois o negócio deles é fazer o serviço deles e o resto que se vire. Explico: as janelas da minha casa ficaram completamente respingadas de cimento e lambuzadas de rejunte. Depois de muito pedir é que as esquadrias foram limpas.

Foto: reprodução

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Confira você mesmo o material na hora da entrega

Por mais que você peça para o seu pedreiro conferir o material na hora da entrega, é o dono da obra quem sabe o que comprou. Embora seja difícil, é importante acompanhar o descarregamento de materiais como madeira, esquadrias, pisos e tintas. Esses são produtos escolhidos pela tonalidade, tipo de material e qualidade, diferente do saco de cimento, por exemplo. Como não consegui acompanhar a entrega das madeiras e do piso, acabei arrumando mais dois problemas.

Em relação à madeira, já havia tido uma experiência ruim quando foram entregues os caibros do forro à vista. Tinha comprado tudo em cedro escuro e a madeireira me entregou angelim porque não trabalha mais com cedro. (E mesmo assim me vendeu esse tipo de madeira.) O angelim é de qualidade superior, no entanto, as peças entregues na construção estavam verdes. O resultado é que as pontas do caibro já apresentam pequenas rachaduras. Dias depois a mesma madeireira trouxe o restante da madeira para o forro. Tinha comprado cedro cerne e eles entregaram cedro rajado, cheio de manchas brancas. O pedreiro tocou ficha e pregou tudo. Só no fim do dia, quando cheguei, vi que o produto estava errado. E arrancar como? Isso sem falar que os roda-forros vieram todos tortos.

Aliás, essa madeireira localizada em Novo Hamburgo, com lojas nas Avenidas Pedro Adams Filho e Sete de Setembro, não é de confiança. Não recomendo em nenhuma situação.

Outro problema foi com o piso. Para o banheiro, comprei duas peças que, juntas, formam um desenho. Dois dias depois da entrega o pedreiro me disse que essas peças quebraram durante o transporte. Agora é preciso correr atrás para conseguir trocar a tempo, pois a colocação do piso já começou.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma indiada de construção (e tudo o que cabe dentro de um Gol)

Quando se constrói com pouco dinheiro e por conta própria e mesmo assim  se quer ter uma casa bacana, com qualidade, o jeito é não desperdiçar dinheiro e correr atrás das promoções. Pois é, como estou nessa condição, há duas semanas fiz uma indiada e tanto. Fui para Porto Alegre comprar o material sanitário e elétrico. Somente com os dois vasos sanitários e dois aquecedores de água economizei R$ 220.

Mas o que quero contar é quanto material de construção consegui colocar dentro de um Gol bolinha. Deitei o banco traseiro para frente e comecei a operação "arruma espaço" para tudo. Com a ajuda do funcionário da loja, acomodamos dentro do carro dois vasos sanitários (com caixa acoplada e assentos), nove luminárias do tipo platon, três arandelas, duas torneiras completas, um chuveiro e dois aquecedores de água. Também couberam vários rolos de fio e inúmeros interruptores, que juntos, encheram um carrinho de supermercado. Além disso ainda encontrei espaço para kits de acessórios para banheiro, um computador (que já estava dentro do Gol) e uma bicicleta que ganhei de brinde.

É uma pena que não lembrei de fazer uma fotografia para registrar esse momento. Essa é uma das histórias divertidas que terei para contar depois que terminar a obra. Ah! E nunca duvide da capacidade de transporte do Golzinho, um carro muito guerreiro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prefira esquadrias sob medida

As esquadrias são um dos itens que mais pesam no orçamento da obra. Por isso, algumas pessoas preferem comprar as portas e janelas de lojas de material de construção. No entanto, o barato pode sair caro quando se faz essa escolha. A primeira dificuldade é com as medidas das aberturas. Por mais que a planta indique o tamanho da porta 2,10 de altura por 0,80 de largura, na hora do vamos ver, sempre dá diferença.


Das 14 aberturas da minha casa, nenhuma ficou com a medida exata. E olha que há havia pedido para o pedreiro deixar uma folga de quatro centímetros prevendo que diferenças poderiam acontecer.. Mas como decidi fazer as esquadrias em uma fábrica, isso não será problema. O marceneiro foi na obra e tirou as medidas exatas, já descontando o espaço para a colocação das soleiras e pingadeiras.

Agora quem decide comprar as portas e janelas em uma loja, não tem muita escolha. Se a abertura não for do tamanho exato, o jeito é quebrar a parede ou preencher os espaços que sobram com espuma ou silicone. E então começam as gambiarras. Será que vale a pena?