sexta-feira, 15 de abril de 2011

Começam os acabamentos, dobram os problemas

O blog esteve por uns dias abandonado porque ocorreram uma penca de problemas. As paredes estão erguidas, o telhado colocado, reboco feito e a instalação elétrica começa a ganhar forma. Agora iniciou a parte crítica da obra: o acabamento. Até então, tudo aquilo que tinha dado errado ou que não tinha ficado da maneira planejada, ainda podia ser corrigido. Mas quando o piso e azulejo são colocados e as esquadrias instaladas, tudo o que não estiver perfeito aparece.

Como o pedreiro achou que deveria ficar.
A dica valiosa é: não arrede o pé da obra e acompanhe passo a passo como o pedreiro vai executar o serviço. Em uma semana, já precisei mandar desfazer duas paredes de azulejos porque o pedreiro imaginou como deveria ficar e não me perguntou como eu gostaria que ficasse. Se você pretende fazer um detalhe diferente, como usar um conjunto de peças que formam um desenho, peça para o vendedor da loja visitar a obra e explicar como se cola isso na parede.

A solução que arrumamos para o problema.
Outro conselho é na hora da compra do material para o piso pedir para anotar no pedido para qual peça da casa é cada material. Quando foi  a hora de fazer o rejunte, já não mais me lembrava qual cor fazia par com cada tipo de piso. E não adianta abrir a caixa e olhar, pois todos parecem iguais.

Também fique de olho no capricho do pedreiro, pois o negócio deles é fazer o serviço deles e o resto que se vire. Explico: as janelas da minha casa ficaram completamente respingadas de cimento e lambuzadas de rejunte. Depois de muito pedir é que as esquadrias foram limpas.

Foto: reprodução

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Confira você mesmo o material na hora da entrega

Por mais que você peça para o seu pedreiro conferir o material na hora da entrega, é o dono da obra quem sabe o que comprou. Embora seja difícil, é importante acompanhar o descarregamento de materiais como madeira, esquadrias, pisos e tintas. Esses são produtos escolhidos pela tonalidade, tipo de material e qualidade, diferente do saco de cimento, por exemplo. Como não consegui acompanhar a entrega das madeiras e do piso, acabei arrumando mais dois problemas.

Em relação à madeira, já havia tido uma experiência ruim quando foram entregues os caibros do forro à vista. Tinha comprado tudo em cedro escuro e a madeireira me entregou angelim porque não trabalha mais com cedro. (E mesmo assim me vendeu esse tipo de madeira.) O angelim é de qualidade superior, no entanto, as peças entregues na construção estavam verdes. O resultado é que as pontas do caibro já apresentam pequenas rachaduras. Dias depois a mesma madeireira trouxe o restante da madeira para o forro. Tinha comprado cedro cerne e eles entregaram cedro rajado, cheio de manchas brancas. O pedreiro tocou ficha e pregou tudo. Só no fim do dia, quando cheguei, vi que o produto estava errado. E arrancar como? Isso sem falar que os roda-forros vieram todos tortos.

Aliás, essa madeireira localizada em Novo Hamburgo, com lojas nas Avenidas Pedro Adams Filho e Sete de Setembro, não é de confiança. Não recomendo em nenhuma situação.

Outro problema foi com o piso. Para o banheiro, comprei duas peças que, juntas, formam um desenho. Dois dias depois da entrega o pedreiro me disse que essas peças quebraram durante o transporte. Agora é preciso correr atrás para conseguir trocar a tempo, pois a colocação do piso já começou.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma indiada de construção (e tudo o que cabe dentro de um Gol)

Quando se constrói com pouco dinheiro e por conta própria e mesmo assim  se quer ter uma casa bacana, com qualidade, o jeito é não desperdiçar dinheiro e correr atrás das promoções. Pois é, como estou nessa condição, há duas semanas fiz uma indiada e tanto. Fui para Porto Alegre comprar o material sanitário e elétrico. Somente com os dois vasos sanitários e dois aquecedores de água economizei R$ 220.

Mas o que quero contar é quanto material de construção consegui colocar dentro de um Gol bolinha. Deitei o banco traseiro para frente e comecei a operação "arruma espaço" para tudo. Com a ajuda do funcionário da loja, acomodamos dentro do carro dois vasos sanitários (com caixa acoplada e assentos), nove luminárias do tipo platon, três arandelas, duas torneiras completas, um chuveiro e dois aquecedores de água. Também couberam vários rolos de fio e inúmeros interruptores, que juntos, encheram um carrinho de supermercado. Além disso ainda encontrei espaço para kits de acessórios para banheiro, um computador (que já estava dentro do Gol) e uma bicicleta que ganhei de brinde.

É uma pena que não lembrei de fazer uma fotografia para registrar esse momento. Essa é uma das histórias divertidas que terei para contar depois que terminar a obra. Ah! E nunca duvide da capacidade de transporte do Golzinho, um carro muito guerreiro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prefira esquadrias sob medida

As esquadrias são um dos itens que mais pesam no orçamento da obra. Por isso, algumas pessoas preferem comprar as portas e janelas de lojas de material de construção. No entanto, o barato pode sair caro quando se faz essa escolha. A primeira dificuldade é com as medidas das aberturas. Por mais que a planta indique o tamanho da porta 2,10 de altura por 0,80 de largura, na hora do vamos ver, sempre dá diferença.


Das 14 aberturas da minha casa, nenhuma ficou com a medida exata. E olha que há havia pedido para o pedreiro deixar uma folga de quatro centímetros prevendo que diferenças poderiam acontecer.. Mas como decidi fazer as esquadrias em uma fábrica, isso não será problema. O marceneiro foi na obra e tirou as medidas exatas, já descontando o espaço para a colocação das soleiras e pingadeiras.

Agora quem decide comprar as portas e janelas em uma loja, não tem muita escolha. Se a abertura não for do tamanho exato, o jeito é quebrar a parede ou preencher os espaços que sobram com espuma ou silicone. E então começam as gambiarras. Será que vale a pena?

terça-feira, 29 de março de 2011

Não confie no mostruário, peça para ver o lote fechado

No final do ano aproveitei uma oferta e já fiz as compras do piso. No entanto, antes de bater o martelo em relação a cor,  voltei à loja duas vezes, tudo isso para ter certeza de que não ia me arrepender depois. Há três semanas me dirige novamente ao estabelecimento e peguei uma peça de cada cor para ajudar na escolha das pingadeiras e soleiras de granito.

Quando o vendedor me trouxe uma peça do piso que será utilizado para toda a área interna, fiquei com uma pulga atrás da orelha. Achei aquela peça muito escura. Depois de uma semana, voltei à loja decidida a trocar a cor e qual não foi a minha surpresa quando descobri que realmente não era aquela a tonalidade que havia comprado. O que aconteceu?

A peça do mostruário tem uma tonalidade e o material do lote fechado, outra. Segundo o vendedor, isso não é comum acontecer, mas podem ocorrer casos em modelos que imitam os nós da madeira.  O resumo da novela é seguinte. A loja enviou para a fábrica a peça do mostruário, pedindo para que enviem um lote fechado naquela cor. A dúvida é se o material vai chegar em duas semanas, período em que deve ser colocado o piso.

Dessa forma, a dica é a seguinte. Quando comprar qualquer produto onde o importante é a cor, tenha como referência uma peça do lote fechado e não no mostruário.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Leroy Merlin ou Cassol?

O sábado foi dia de ir às compras e garantir o material sanitário, elétrico e de iluminação para a casa nova.Como eu precisava de preços acessíveis e prazo estendido para quitar essas novas dívidas, decidi ir para Porto Alegre e passar o dia em dois grandes centros de venda de material de construção: Cassol e Leroy Merlin.

O que me atraiu nas duas lojas foi a facilildade de poder pagar em 10 vezes sem juros. Tanto na Cassol quanto na Leroy você consegue fazer o cartão de crédito em 30 minutos, sem anuidade, para em seguida poder utilizar. A diferença é que na Cassol o cartão é entregue na hora (ele não tem senha). Já na Leroy, é enviado por correio (tem senha). Mas isso não impede que você faça compras.

Em relação ao atendimento pelo telefone e e-mail, a Cassol oferece melhor atendimento. Todas as vezes que liguei para Leroy, antes de ir pessoalmente, não consegui esclarecer minhas dúvidas. Já a Cassol respondeu minhas perguntas e ainda respondeu um dos e-mails, de dois que enviei, com pedido de orçamento. A Leroy nunca respondeu nenhuma mensagem eletrônica.

Na loja o orçamento na Cassol é impresso no computador e somente o valor total é discriminado, mais a relação de produtos. Na Leroy é tudo feito a mão, em pequenos pedaços de papel. 

Se você precisar ir ao banheiro, a história é diferente. Na Cassol, os sanitários são modelos, com funcionários monitorando as condições de higiene e limpeza. Na Leroy, em duas vezes que estive na unidade de Porto Alegre, vasos entupidos, vazamentos, falta de papel higiênico e cestos cheios.

Quando o assunto é o material de construção, a Leroy tem um espaço mais amplo e oferece mais produtos. Em contrapartida, a impressão que se tem é que os itens ficam amontoados e você não consegue ter uma visão ampla da loja. O preço entre os dois estabelecimentos é semelhante, assim como a qualidade oferecida. O que vale é você fazer o orçamento completo em um local e depois passar no outro e comprar com quem dá menos.

Considerei o atendimento dos vendedores melhor na Cassol. Os funcionários mostram conhecimento técnico sobre o produto, apesar que na Leroy fui bem atendida pelo vendedor de tintas, não acontecendo o mesmo com o responsável pelo setor de acessórios de banheiro. Na Leroy também ocorrem promoções relâmpagos, com bons descontos. 

Na Leroy, acredito que por culpa dos próprios clientes, havia muitos produtos danificados nas prateleiras. Tanto que na hora de passar as compras no caixa, um item estava com o vidro quedrado. Foi substituído por um intacto.

Resumindo: vale a pena você visitar as duas lojas e comprar aquilo que pode transportar em seu próprio carro. Também adquira somente os produtos que, com certeza, você não vai precisar trocar de última hora, pois Porto Alegre, para muitos, não é logo ali. 

ATUALIZAÇÃO: Precisei trocar algumas mercadorias com defeito na Leroy Merlin e o atendimento foi nota dez.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando o engenheiro te deixa na mão

Quando se constrói uma casa por meio de financiamento habitacional o dinheiro é liberado à medida que as etapas da obra são concluídas. Normalmente são quatro fases. A lógica é a seguinte. Você precisa ter uma grande de arrancada para fazer a primeira etapa. Um engenheiro contratado pelo banco, que é pago por você, vai até a obra e verifica se está tudo ok. O profissional faz o laudo e teoricamente em dois dias o dinheiro, referente aos gastos com a primeira etapa, estabelecidos em uma tabela de custos, é depositado em sua conta bancária.

A teoria é linda, mas é prática nem tanto. Vamos ao meu caso. Chamei o engenheiro para a primeira vistoria no dia 17 de fevereiro. Ele foi até a obra no dia 21 e no dia 25 o dinheiro entrou na conta. Como fiz a compra de quase todo o material de construção parcelada, me programei para que os outros cheques também fossem descontados sempre no dia 25 do mês seguinte. Mas no mês de março as coisas não ocorreram como eu esperava.

Novamente liguei agendar a vistoria no dia 17. Depois de muitas ligações e e-mails trocados, o engenheiro apareceu somente na tarde do dia 24, uma quinta-feira. Lembra dos cheques? Como poderão ser depositados no dia 25? O dinheiro não vai entrar na minha conta no prazo previsto. Tive que ligar para todos os fornecedores e agora dependo da boa vontade do financeiro de cada empresa para não ficar com o nome sujo na praça. Aprendi a lição.